domingo, 27 de dezembro de 2009

A Verdade Nua e Crua (Resenha)



A VERDADE NUA E CRUA

Homens e Mulheres sempre tiveram suas diferenças e por causa disso sempre foi complicado para o outro entender um pouco o que os homens e as mulheres querem. Para Abby Richter (Katherine Heigl), uma produtora de um programa de variedades matutino, seu sonho é encontrar o cara perfeito que tire sua vida do marasmo que encontra entre seu trabalho e as noites solitárias ao lado de sua gata enquanto ela assiste a programas de tevê.
Tudo muda quando Mike Chadway (Gerard Butler) é escolhido para ter um segmento no seu programa chamado “The Ugly Truth (ou a Verdade Nua e Crua que também dá o título ao filme)” onde ele despeja versões machistas do que os homens realmente querem em encontros com as mulheres e como as mulheres deveriam se comportar perante os objetos de desejo.


Enojada a princípio, Abby acaba aceitando a oferta de Mike que decide ajudá-la a conquistar seu vizinho, um médico ortopedista que ajudou Abby na noite anterior e acabou lhe dando seu telefone caso ela precisasse. Entre táticas para mudar o visual de Abby, já que segundo o comentarista suas idéias machistas é de que os homens gostam de dois tipos de mulheres: as bibliotecárias e as strippers, ele acaba despertando a sensualidade da loira e algo mais nele também.

A ajuda de Mike acaba começando a confundir seus reais sentimentos já que ele começa a se apaixonar por ela ao mesmo tempo em que Abby já está namorando o médico seguindo as dicas dadas por Mike, mesmo a contragosto de algumas delas.


Mais uma vez, Katherine Heigl (de Ligeiramente Grávidos , Vestida para Casar além de Grey’s Anatomy) que também é produtora executiva do filme, nos brinda com uma comédia romântica divertida e leve. Sua personagem, uma produtora controladora que tem que se recatar para poder conseguir o homem que almeja graças as dicas do homem que ela mais odeia na vida. O filme nos faz pensar nos papéis dos homens e mulheres na sociedade contemporânea dos dias de hoje. Os papéis estão se invertendo mesmo e os homens perderam seu cavalheirismo de antigamente ou ainda existem homens românticos escondidos em algum canto planeta?


Gerald Butler (de O Fantasma da Ópera e PS, Eu te Amo) não poderia estar mais perfeito na pele do comentarista machão e misógino que tem que lidar com as neuroses de sua produtora e ajudá-la a arranjar um namorado enquanto aos poucos vai se apaixonando por todos os defeitos (ou seriam qualidades?) que ela tenta esconder do Senhor Perfeito.

As coisas complicam quando os dois passam um final de semana juntos em Las Vegas já que Abby precisaria convencer Mike a não se demitir e ir para a emissora concorrente e um clima começa a pintar entre os dois.


De qualquer jeito, é uma boa pedida para assistir em um final de semana. Esteja sozinha ou acompanhada, o que vale aqui é a diversão. Confiram o trailer abaixo:

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal E Um Próspero Ano Novo !!!!!!


FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO !!!!!

Queria desejar a todos os leitores do Repórter de Aço um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo Cheio de paz, harmonia, alegria e tudo de bom para vocês. Que 2010 seja melhor e mais feliz do que 2009 foi e que realizem todos os seus sonhos....


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Glee - The Music Volumes 1 & 2


Presente Especial para os fãs de Glee

E como amanhã é natal, vou deixar dois presentes no blog para os fãs de Glee que acompanham o Repórter de Aço. Os Albuns oficiais com as músicas covers tocadas no seriado.  Glee: The Music Volumes 1 e 2.

                                  
                                              Glee - The Music Volume 1

Tracklist

1. Don't Stop Believin' (Glee Cast Version)
2. Can't Fight This Feeling (Glee Cast Version)
3. Gold Digger (Glee Cast Version)
4. Take A Bow (Glee Cast Version)
5. Bust Your Windows (Glee Cast Version)
6. Taking Chances (Glee Cast Version)
7. Alone (Glee Cast Version Feat. Kristin Chenoweth)
8. Maybe This Time (Glee Cast Version Feat. Kristin Chenoweth)
9. Somebody To Love (Glee Cast Version)
10. Hate On Me (Glee Cast Version)
11. No Air (Glee Cast Version)
12. You Keep Me Hangin' On (Glee Cast Version)
13. Keep Holding On (Glee Cast Version)
14. Bust A Move (Glee Cast Version)
15. Sweet Caroline (Glee Cast Version)
16. Dancing With Myself (Glee Cast Version)
17. Defying Gravity (Glee Cast Version)

                                 
                                        Glee - The Music Volume 2

Tracklist

1. Proud Mary (Glee Cast Version)
2. Endless Love (Glee Cast Version)
3. I'll Stand By You (Glee Cast Version)
4. Don't Stand So Close To Me / Young Girl (Glee Cast Version)
5. Crush (Glee Cast Version)
6. (You're) Having My Baby (Glee Cast Version)
7. Lean On Me (Glee Cast Version)
8. Don't Make Me Over (Glee Cast Version)
9. Imagine (Glee Cast Version)
10. True Colors (Glee Cast Version)
11. Jump (Glee Cast Version)
12. Smile (Glee Cast Version) (Cover Of Lily Allen Song)
13. Smile (Glee Cast Version) (Cover Of Charlie Chaplin Song)
14. And I Am Telling You I'm Not Going (Glee Cast Version)
15. Don't Rain On My Parade (Glee Cast Version)
16. You Can't Always Get What You Want (Glee Cast Version)
17. My Life Would Suck Without You (Glee Cast Version)

Fontes: Glee Club e Glee TV

Glee 1x07: Throwdown (Resenha)



Guerras Musicais
Em seu sétimo episódio, Glee mostrou mais um episódio mostrando um de seus quadrados amorosos (apesar do foco do episódio ter sido Rachel/Finn/Quinn) além da guerra entre Will vs Sue que mais uma vez se mostrou hilário mostrando como Jane Lynch é uma excelente atriz o que me faz ficar feliz da decisão da FOX de ter pedido a Ryan Murphy a inclusão de uma vilã a série, já que os planos iniciais do criador não contavam com essa adorada vilã.

De qualquer jeito, já que Sue entra no Clube Glee para ser co-diretora ela começa a usar seus pupilos (as animadoras de torcida além de alguns dos jogadores de futebol) para criar picuinha e um ambiente venenoso no clube. Ela nota que Will não tem ouvido a opinião da minoria quando Mercedes sugere que eles apresentem algumas músicas R & B (Rhythm and Blues - ou seja, música negra) mas Will não acha que seja a escolha acertada para usarem no concurso sancional. Sue resolve dividir o clube em dois grupos e pega as minorias que incluem Mercedes, Artie, Tina, Kurt, Santana, Mike e Matt enquanto que Will fica com Rachel, Finn, Quinn, Britney e Puck.

Will leva Quinn e Finn no ginecolologista de Quinn que descobre estar grávida de uma menina. Sabendo disso, Kendra a irmã venenosa de Terri chanteageia o médico da irmã e ele acaba aceitando forjar a ultrasonografia de Terri para que Will ainda ache que a mulher esteja grávida, pois Will havia cobrado da esposa  já que ele cobra ainda o fato de não ter ido a uma consulta com ela já que ele é o pai. Eu adoro quando o Will toma uma decisão, especialmente em relação a Terri que fica tratando ele como um banana.

Quinn a mando de Sue reclama do fato de Rachel e Finn terem mais destaque no clube do que os outros membros fazendo com que vários alunos saiam do clube, sobrando somente Rachel, Finn e Quinn. A coisa fica tão feia que por pouco Will e Sue não se pegam no meio do auditório o que faz com que todos os alunos saiam deixando-os brigando sozinhos.

Interessante como as coisas mudam, inclusive para os jogadores de futebol. No episódio piloto eles estavam torturando o pobre do Artie dentro de um daqueles banheiros removíveis. Nesse episódio, eles ajudam ele com a cadeira de rodas. Bem legal isso, mostra que eles amadureceram e que se tornaram um time mesmo e quem sabe até mesmo amigos? Eu tenho que confessar que estou surpresa com a atitude do Puck de quem eu não suportava no piloto para alguns episódios depois. Mas vou deixar para comentar sobre o Puck nos episódios que restam já que ele não apareceu muito nesse.


No meio de tudo isso, Jacob (um dos nerds da escola que tem um blog sobre fofocas do McGuinley High e é apaixonado por Rachel) ameaça espalhar sobre a gravidez de Quinn em seu blog  há não ser que Rachel lhe entregue uma de suas calcinhas. Querendo proteger tanto Finn quanto Quinn Rachel tenta dissuadir o pervertido antes de acabar cedendo entregando uma de suas calcinhas. Infelizmente para Quinn, Sue acaba descobrindo a respeito e conta para todos do clube, humilhando Quinn que apesar do clube já saber antes, agora é oficial e ela se sente completamente perdida e desamparada. No final todos cantam "Keep Holding On" de Avril Lavine mostrando que o triângulo Rachel/Finn/Quinn começou para valer (embora eu continuo dizendo que é um quadrado e logo irá se tornar um quinteto com as presenças de Puck e Kurt também)
                                                  
Personagem da Semana: Sue Sylvester. Não tinha como escolher outro. Aliás, se desse eu escolhia a Sue toda semana porque ela é ótima, mas eu adoro todos os personagens, então tento dar uma chance para todos. Mas Sue conseguiu se superar nesse episódio, como se isso fosse possível. As brigas dela com Will foram hilariantes. Sem contar aquele grito primitivo que ela deu em um momento do episódio. Nota 10 para Jane Lynch. Glee não seria metade do que  é se não fosse pela presença dela. A Fox tinha razão, Glee precisava mesmo de uma vilã á altura do seriado.

Músicas tocadas: Hate on Me cantada por Mercedes, Keep Hanging On cantada por Quinn Fabray, No Air cantada por Rachel e Finn e Keep Holding On cantada pelo elenco.

Glee 1x06: Vitamin D (Resenha)



Batalha dos Sexos Musical
No sexto episódio de Glee vemos uma verdadeira batalha de sexos entre os integrantes do clube Glee. Preocupado que seus alunos não estejam mais motivados ao descobrirem com quem vão competir (que incluem um grupo musical formado por alunos surdos e meninas deliquentes) o professor Will Shuster resolve fazer uma competição: meninos vs meninas para que seus alunos criem mashups (duas músicas em uma só) e a o vencedor irá entrar para a competição de sensionais.

Sue Sylvester notando que a cada dia o clube ganha mais força e ela está perdendo liderança também por conta de Quinn Fabray estar no clube, resolve agir. Sabendo da atração de Will por Emma e vice versa, ela avisa Terri, esposa de Will do que anda acontecendo no colégio debaixo das fuças dela e Terri prontamente se cadidata a enfermeira já que Sue tratou de colocar a última em coma para dar o emprego a Terri.

Finn que passa metade do episódio sonolento, anda muito estressado ultimamente e não consegue dormir além de estar cansado o tempo todo. Terri querendo ajudá-lo, lhe prescreve umas vitaminas para que ele se sinta melhor e Finn leva as mesmas vitaminas para os outros garotos tomarem antes de fazerem sua apresentação com as músicas "It's My Life/Confessions", o que faz as meninas ficarem desconfiadas o motivo deles terem sido tão bons. Kurt que a princípio queria se apresentar com as meninas, acaba revelando a elas que todos os garotos tomaram uma espécie de vitamina o que faz com que elas peçam a Terri para tomarem o mesmo. Pouco depois, as meninas do clube se apresentam com um mashup das músicas "Halo/Walk in Sunshine" que conseguiu ser ainda mais animada e energética do que a dos meninos.

                                       
Apesar do episódio ter sido divertido e animado, ele teve Terri demais para o meu gosto. De todos os personagens ela é a única que eu não consigo suportar já que o que ela mais faz é choramingar e chatear o Will quando as coisas não saem do jeito que ela quer. De qualquer jeito, ela acaba encontrando Emma e avisa para a ruiva que Ken está disponível e que ela deveria aceitar o pedido de casamento dele (que Terri conseguiu manipular fazendo o treinador fazer) já que Will vai continuar com ela. Emma se sente encurralada e sem muita esperança em um futuro com Will e acaba aceitando o pedido de casamento de Ken mesmo não amando-o, afinal de contas ela não quer terminar sozinha.

Se sentindo mal por ter usado a vitamina nas apresentações, Rachel e Finn acabam confessando a novidade para o professor Will que fica decepcionado com seus alunos. O Diretor do McGuinley High, Fingens acaba demitindo Terri do cargo de enfermeira e contrata Sue para ser co-diretora do clube Glee junto com Will. As coisas começam a esquentar no próximo episódio quando a competição Will vs Sue começa a ficar cada vez mais intensa.

No geral foi um bom episódio mas não aquele tipo de episódio significativo que você fica com as músicas e a mensagem na cabeça e não cansa de ver e rever.

Personagem da Semana: Finn Hudson. Gente, o que era o Finn sobre o efeito da vitamina D? Quando eu comecei a ver Glee, eu não dava muito pelo Finn por achar ele bobinho e meio avoado mas o Corey tem se revelado a cada episódio não só na categoria drama que ele provou ser bom mas também na comédia. O Finn "doido" tava hilário demais. Kudos para o nosso Frank Teen.

                                                       
Músicas tocadas: It's My Life/Confessions cantado pelos meninos do Clube Glee e Halo/Walk in Sunshine cantado pelos meninos do Clube Glee.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tamanho 42 Não é Gorda (Resenha)


Você mataria para ser Magra?
Meg Cabot (autora americana famosa por sua série Diários da Princesa que esteve na Bienal do Livro do Rio de Janeiro desse ano) não escreveu somente livros para adolescentes não. Além de ter escrito livros para crianças, alguns dos melhores trabalhos das autoras são as ficção adultas (ou jovens adultos como estão chamando)

Entre os livros para adultos escritos por Meg está sem dúvida a trilogia de mistério Tamanho 42 Não é Gorda que depois continua em Tamanho 44 Também não é Gorda e Gordinha (ainda a ser lançado no Brasil) que conta a história da simpática Heather Wells, uma ex-cantora adolescente que depois de pegar seu noivo na cama com outra, e ser roubada pela mãe que fugiu para Buenos Aires ela começa a se afogar em barras de chocolates e outras guloseimas.

Além de tudo isso, estranhos crimes começam a acontecer no dormitório estudantil da universidade de Nova Iorque onde ela trabalha. Duas garotas foram encontradas mortas em cima dos carros dos elevadores. O assassino? Ninguém sabe e nem desconfia. A polícia acha que é acidente mas Heather tem certeza de que foi proposital pois conhecia bem as vítimas.

Enquanto ela investiga por conta própria os crimes, mesmo com a polícia pedindo para ficar longe, ela acaba se aproximando do irmão do seu ex-noivo a quem ela descobre estar se apaixonando aos poucos.

Mas alguém não quer que Heather continue investigando os assassinatos quando ameaças a sua vida começam a acontecer como uma espécie de aviso para ela parar de se intrometer onde não é chamada. E agora o que ela deverá fazer?Continuar a investigação mesmo que lhe custe a vida ou parar enquanto ela tem tempo?

Meg Cabot como sempre consegue conduzir a narrativa de sua história misturando mistério, drama, comédia, drama e romance. Apesar do final ter sido um pouco óbvio demais abusando de alguns clichês de thrillers, mesmo assim não decepciona para uma leitura leve, divertida e cheia de mistério para quem gosta do gênero.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista: Luis Eduardo Matta (Coluna)


"Quando o livro é bom, eu esqueço de tudo e não faço mais nada até terminar o livro"

No lançamento do mais novo thriller de Luis Eduardo Matta “O Véu” na livraria Travessa do Shopping Leblon, que contou com um público de mais de quarenta pessoas que mesmo com chuva e trânsito engarrafado não deixaram de comparecer prestigiando o autor na noite de autógrafos.

O conceituado escritor de thrillers brasileiros com ascendência libanesa conversou com a Digital Rio e contou como começou sua carreira de escritor e qual é a sua influência na hora de escrever seus livros.
                               


Digital Rio: Há quanto tempo é escritor e como começou a escrever?


Comecei a escrever aos 17 anos em 1992, depois de assistir uma entrevista do Jorge Amado e Zélia Gattai no programa do Jô Soares. E eu resolvi naquele momento que ia escrever. Eu era fã do Jorge Amado e leitor dos livros dele, achei sua postura muito simpática, pois era um homem que era além de ser um grande escritor era ao mesmo tempo muito simples. E eu de início tive uma certa ilusão de que era uma coisa fácil você ficar em casa, escrevendo e tal. Logo eu levei um cascudo percebendo que não era algo assim, é extremamente difícil, mas conclui aquele primeiro livro (Conexão Beirute-Teeran) que foi publicado no ano seguinte. Eu estava com 18 anos quando ele saiu e foi um livro muito importante na minha vida porque eu descobri a paixão pela escrita e também uma forma de extravasar meus bons fantasmas interiores.


Digital Rio: Fale um pouco do seu Histórico como escritor, os livros que lançou até agora.


Lancei o meu primeiro livro “Conexão Beirute Teeran”; todos os meus livros são thrillers. Thriller é a ficção de suspense. Meu primeiro livro saiu em 1993 e depois eu fiquei nove anos sem publicar. Meu segundo livro só saiu em 2002 e se chamou “Ira Implacável”. Esses nove anos sem publicar foram importantes porque eu pude me desenvolver como pessoa e também porque eu tive muita dificuldade de voltar a publicar, até que uma editora se dispusesse a publicar meus livros. Eu perdi as contas de quantas se recusaram, seguramente, mais de trinta vezes. “Ira Implacável” teve uma boa repercussão na época e me abriu um caminho precioso e eu pude continuar publicando meus outros livros. Em 2005, eu publiquei “120 horas”, que até hoje recebo cartas de fãs elogiando o livro e a vilã principal da história tem até fã clube na internet. Depois de “120 horas”, eu dei um tempo para produção de ficção adulta, porque eu comecei a publicar ficção juvenil. Thrillers juvenis que tinham a ver com a minha preocupação com a formação de leitores nas escolas, pois eu acho que o futuro do Brasil está na leitura, e como eu sou um entusiasta da leitura, e sou alguém que vê um livro como uma atividade extremamente acessível a todo mundo. Não acho que o livro seja só para eleitos, todo mundo pode ler e por conta disso comecei a publicar thrillers juvenis. Acho que o thriller é um bom gênero para iniciar leitores. “Morte no Colégio”, saiu pela Coleção Vagalume da Editora Ática, também publiquei “Roubo no Passo Imperial” e depois de publicar esses livros, resolvi voltar para a ficção adulta. Então recomecei os thrillers adultos agora com “O Véu” que é o meu sétimo livro que está saindo agora no final de 2009.


Digital Rio: Por que o gênero thriller o interessa tanto?


Eu sou fascinado por ficção de mistério desde os oito anos de idade quando eu assisti a uma novela chamada “Champanhe” e tinha um mistério na novela. O pessoal lá de casa começou a perceber que eu gostava desse tipo de ficção e me levava para ver filmes, depois eu comecei a ler livros juvenis de mistério: João Carlos Marinho, João Carlos Reis e depois eu passei para a Agatha Christie que foi a minha porta de entrada para a ficção adulta. Depois comecei a ler outros tipos de literatura como Jorge Amado, Fernando Sabino e outros escritores, e me tornei um autor eclético, mas eu tenho uma preferência por literatura de mistério. Quando o thriller é bom, eu esqueço tudo e não faço mais nada até terminar o livro.


Digital Rio: Quais seus livros e autores favoritos?


Gosto muito de Agatha Christie na literatura policial, gosto muito de um livro chamado “Analista” de um autor americano chamado John Katzenbach, Dostoievski, Jorge Amado, Fernando Sabino, Graciliano Ramos, Lima Barreto.


Digital Rio: Fale um pouco do seu novo livro “O Véu”


É um thriller cujo centro da trama é um quadro de uma mulher muçulmana seminua. Esse quadro guarda um segredo terrível que pode mudar o mundo e é também a saga de três mulheres que vivem dilemas distintos e acabam se cruzando no meio da trama. E o mistério desse quadro, tem a ver com a crise política que implode no Irã no mês das eleições presidenciais de 2009. E os dois fatos (o mistério do quadro e a Crise no Irão estão ligados), desembocando uma conspiração terrível que está oculta na trama.


Digital Rio: Você tem planos para o futuro?


Terminei um livro juvenil agora, e estou começando outro, e estou finalizando um livro que era para ser um drama e acabou virando thriller. Já estou nas páginas finais.


Digital Rio: Como é o seu processo de escrever? O que te inspira?


A realidade. A vida das outras pessoas, as noticias que saem no jornal. Me inspiro mais na realidade e nas noticias de imprensa do que na própria literatura.




Digital Rio: Tendo ascendência Libanesa por parte de pai, como é que você sempre transpõe isso para os seus livros?


O Oriente Médio de um modo geral me interessa e já cruzou fronteiras do Líbano. Eu tive pouco contato com a família do meu pai e eu vi uma reportagem na TV sobre a guerra do Oriente Médio, e várias entrevistas foram feitas. Eu senti uma identificação. Foi um início de uma forma de resgatar esse meu lado que eu não tinha tanto contato, mas em um determinado momento aquilo virou um interesse porque a região é muito fascinante, é complexa, é uma região cheia de contradições, choque de civilizações, guerras racionais... Eu gosto de coisas contraditórias de uma maneira geral e eu gosto de escrever o Oriente Médio para quebrar os estereótipos que a gente tem sobre os povos que habitam lá.


Digital Rio:  Você tem algum conselho para jovens escritores?


Tem que ser persistente, tem que gostar de escrever, ter auto crítica e respeitem seus colegas escritores. Não deixem o sucesso (ou o fracasso) subir a cabeça. Sejam humildes.




O autor com a equipe da Digital Rio, Anny Lucard e Louise Duarte no lançamento do livro "O Véu" na livraria Travessa do Shopping do Leblon.
Fotos: Anny Lucard