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sexta-feira, 23 de março de 2012

Entrevista: Claudia Ohana


Entrevista: Claudia Ohana 

Por Louise Duarte

Em entrevista realizada à Digital Rio FM em Outubro de 2011 durante o Festival do Rio, a atriz Claudia Ohana conversou conosco sobre sua personagem em seu novo filme e de "Cordel Encantado" e relembrou o sucesso de "Vamp" que na época estava sendo reprisado pelo canal Viva. 

sábado, 17 de março de 2012

Entrevistas Literatura Fantástica: Nazarethe Fonseca

A quarta entrevista com os escritores fantásticas realizada por mim para a matéria do O Estado RJ é com a escritora Nazareth Fonseca, autora da série Alma e Sangue

  Para você como e quando aconteceu esse "boom" da literatura fantástica?

Não sei dizer precisamente, porque quem já lia Stephen King, Clive Barker, Neil Gaiman, Anne Rice e Jim Butcher já conhecia literatura fantástica. Mas o cinema contribuiu muito com o aumento do interesse do público nacional sobre o tema. Tivemos o Senhor dos Anéis, Harry Potter, Narnia, Coração de Tinta e chegamos à saga Crepúsculo. Daí em diante o mercado se abriu para livros nacionais, mas bem antes disso já tínhamos publicações nacionais se firmando no mercado como Giulia Moon, Kizzy Ysatis, Eric Novello, Martha Argel eu mesma. Risos. Faltava somente o leitor acreditar, e ele acreditou e fez o escritor nacional ser visto, afinal ele já existia.


sábado, 3 de março de 2012

Entrevistas - Literatura Fantástica: Nana B Poetisa


A terceira entrevista da série de entrevistas que fiz com nomes da Literatura Fantástica Nacional é com a escritora e poetisa, Nana B Poetisa. Em breve mais entrevistas...


Para você como e quando aconteceu esse "boom" da literatura fantástica?

Bem, como todos sabem a autora J.K. Rowling criou uma saga que conquistou todo o mundo em meados dos anos 90. Quem não leu pelo menos um dos oito livros de Harry Potter, o bruxinho mais fofo e seus amigos? Ela simplesmente vendeu, mais de quinhentos milhões de dólares, apenas com os 3 primeiros exemplares da saga! Depois do sucesso estrondoso de Rowling, todos os olhos jovens passaram a olhar mais atentamente para a literatura de fantasia.

Entrevistas - Literatura Fantástica: Viviane Fair

Agora a segunda entrevista da matéria que publiquei no O Estado RJ é com a escritora Viviane Fair, autora da série "A Caçadora".

Para você como e quando aconteceu esse "boom" da literatura fantástica?
Devo dizer que nunca saí da literatura fantástica, já que, desde que aprendi a ler, era só o que eu gostava. Não reparei a mudança porque pra mim ela sempre viveu aqui. Mas acredito que houve uma grande revolução com Senhor dos Anéis aqui no Brasil.

Entrevistas - Literatura Fantástica

Como prometido, vou começar a postar a partir de hoje as entrevistas que fiz com os autores que entrevistei para a minha matéria do O Estado RJ. Como não pude colocar todas as respostas no artigo, estou incluindo as entrevistas individuais aqui. 


Começando com o escritor Adriano Siqueira


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Entrevista: Bel Kutner

Bel Kutner fala de sua personagem em Reis e Ratos 


Por Louise Duarte 

A atriz Bel Kutner, esteve na premiere do filme "Reis e Ratos" do qual faz parte junto com Selton Mello, Rodrigo Santoro, Otávio Muller, Cauã Raymond entre outros. A premiere que aconteceu ontem no Cinépolis Lagoon, na Lagoa contou também com a presença de convidados vips que foram assistir ao filme junto com o elenco. 

Bel deu uma entrevista a Digital Rio FM falando um pouco da sua personagem no filme e da época da novela "Vamp" no qual interpretou a vampira Scarlett. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Hoje é dia de Rock, bebê (Matéria)


Hoje é dia de Rock, bebê

Shows da Blitz e Rock in Rio agitaram o cenário carioca

Louise Duarte
A Blitz voltou para o lugar onde foi lançada pela primeira vez. Retornando ao Circo Voador depois de 29 anos, Evandro Mesquita e Cia mostraram um verdadeiro show de rock apesar de competir com um dos dias do Rock in Rio. O show da Blitz foi batizado de “Rock in Real”, que aconteceu dia 30 de setembro, no Circo Voador, na Lapa, no Centro do Rio.


O show foi um sucesso de público que encheu a casa de show para reviver clássicos dos anos 80, como “Você não soube me amar”, “Biquini de Bolinha Amarelinha”, “Betty Frígida”, “Mais Uma de Amor”, “A Dois Passos do Paraíso”, “Ridícula”, “O Romance da Universitária Otária”, entre outros sucessos da década. Fãs adultos nostálgicos e também a nova geração compareceram e dançaram ao som da banda.

O show teve também as músicas do último álbum intitulado “Eskute Blitz” de 2009, como “Eu, minha gata e meu cachorro”, “Nuvens”, “O Homem De Avental”, entre outros. A apresentação ainda contou com a participação do baixista do Rolling Stones, Darryl Jones, que tocou com a banda sucessos, como “You can’t Always get what you want”, “Wild Horses”, entre outras. A Blitz também cantou músicas de outras bandas brasileiras de rock da década de 80, como “Betty Balanço”, de Cazuza, “Óculos”, dos Paralamas do Sucesso, e “Sonífera Ilha”, dos Titãs.

A formação recente da Blitz é composta por Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), Billy (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andrea Coutinho (backing vocal) e Mariana Salvaterra (backing vocal) que já estão juntos há sete anos e já gravaram três cds e dois DVDs juntos. Apesar de não ter sido convidado para o Rock in Rio de 2011, Evandro Mesquita deu uma canja no Rock Street no dia 24, na Cidade do Rock. O cantor tocou ao lado do grupo “Fabulous Tab” e juntou uma multidão, congestionando a rua com 10 mil pessoas, fazendo o público presente parar para escutar os sucessos que a banda cantava. A brincadeira causou até certa comoção, já que muitas pessoas do público presente queriam Evandro e a banda no palco principal.

Evandro Mesquita concedeu uma entrevista ao O Estado RJ falando da volta da Blitz ao Circo Voador, da canja que o baixista do Rolling Stones deu no show, além da edição do Rock in Rio de 1985 em que a banda participou como uma das atrações principais na época.

Fala Sério, Thalita! (Matéria)


Fala Sério, Thalita!

A escritora carioca Thalita Rebouças, sensação na Bienal do Rio de 2011 entre os adolescentes, fala sobre a carreira

Louise Duarte
Thalita Rebouças se denomina uma escritora animada. Isso porque em suas milhares de passagens  por bienais e eventos literários, ela conseguia animar os lugares e chamar a atenção dos leitores, se auto promovendo para ajudar na venda de seus livros. Engraçada e divertida, a autora subia em cadeiras, distribuía pirulitos e usava a cara de pau, graças a anos de teatro, para se fazer notar pelo público presente.


Depois de mais de um milhão de livros vendidos, com títulos traduzidos inclusive para Portugal, e com várias obras adaptadas para o cinema e o teatro, e também utilizadas em escolas, ela nos conta um pouco sobre como é participar da Bienal do Livro, como tudo começou há dez anos, quando ninguém a conhecia, e sobre seus projetos literários.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Entrevista: Ana Lúcia Merege


Uma Bibliotecária no Mundo do Faz de Conta

Por Louise Duarte

Ana Lúcia Merege, que lançou recentemente o livro “O Castelo das Águias” publicado pela editora Draco, conversou com a Digital Rio e contou um pouco sobre o seu livro mais recente, como é o seu processo criativo e quais personagens com que se identifica mais.

Fotos by Anny Lucard.
  
Digital Rio: Fale Um  pouco sobre o livro “O Castelo das Águias”.
Ana Lucia Merege: O livro “Castelo das Águias” se passa em um universo criado por mim, chamado Athelgard, que é uma ilha  e dentro dela tem outra ilha e esse universo que é formado pelos povos que habitam lá tem como base a mitologia nórdica. Então são elfos, humanos que tem algumas características que você até encontra em outros livros de fantasia particulares porque existe toda uma explicação mitológica para eles estarem lá. E nesse universo existe uma escola de magia que é bem diferente da escola de magia de Hogwarts, que se situa em um castelo chamado “Castelo das Águias”. O livro se chama assim porque tem uma floresta com umas águias douradas que só existem naquele lugar, mas essas águias tem umas características mágicas diferentes. E nessa escola de magia, eles tem um método de aprendizado que é o seguinte: as pessoas que chegam lá, elas não tem o dom da magia. Elas começam a trabalhar concentração, memória e outras coisas através de um treinamento que você daria normalmente a um saltimbanco, malabarista, acrobata. Por exemplo, ela começa a fazer malabarismo com as mãos e daqui há pouco está tão concentrada que começa a usar a força da mente. Aí, ela evolui para outras magias. Ela tem que conhecer natureza, literatura… Enfim, por isso se chama “Escola de Artes Mágicas”.

E esse livro é o seguinte, uma moça que vivia em uma floresta é chamada para ser a mestre das sagas, a pessoa que vai ensinar literatura. Chegando lá, ela conhece e se apaixona por um dos magos do castelo ao mesmo tempo que está acontecendo um movimento político para que as águias daquele castelo sejam usadas como armas de Guerra. Se passa por uma transformação dolorosa e complicada e o pessoal do castelo não quer que isso aconteça. Então, eles começam a trabalhar contra isso. E o livro é narrado por essa moça. Vai mostrando as descobertas dela lá, os sentimentos dela. Então eu acredito que seja um livro que pode agradar aos dois sexos mas boa parte do púbico dele que vai se identificar com a protagonista, eu acredito que seja feminino. Não quer dizer que os rapazes não vão gostar. Mas se eles lerem e ficarem achando que faltou alguma coisa, é só esperar pelo livro dois que é narrado pelo mago.

Digital Rio: De onde surgiu inspiração para escrever o livro?
Ana Lucia Merege: Inspiração é uma coisa que vai sendo construída ne? Eu tinha criado esse mundo, eu tinha criado essa personagem e não sabia o que fazer com ela. A escola de magia era uma terceira história , aí eu resolvi juntar tudo. Claro que você sempre tem inspiração quando você lê livros ou vê filmes naquele ambiente. Quando eu estive na Europa recentemente, eu morei lá entre 93 e 95, fiquei com castelos e paisagens na cabeça. Quando voltei lá e revivi tudo. E outra coisa foram os textos a respeito de magia, principalmente, embora não seja algo que eu siga ou pratique, eu gosto bastante de ler a filosofia que é o tipo de magia que trabalha com o pensamento e forma. Você criar um pensamento na sua imaginação , você trabalha e daí você criar a magia, a magia que se constrói através do pensamento. Então, eu fui usando todas essas imagens, usando da mitologia nórdica que também ajudou bastante sem contar que eu fiquei com vontade de escrever uma história de amor.
Digital Rio: Há Quanto Tempo você escreve?
Ana Lucia Merege: Esse livro teve a sua primeira versão escrito à jato há dois meses e meio. Depois, ele teve uma segunda versão escrita paralelamente com as minhas conversas com o editor porque sempre é assim né? A escrita é realmente a arte do refazer. E você escreve uma versão que saiu do seu coração, do seu estômago, do seu sentimento... Depois você vai conversar, pensar e ver o que pode funcionar e se você quer publicar. Tem que ver o que vai funcionar no seu público sem mudar a identidade da tua história. A minha protagonista tinha um temperamento, ela continua com o mesmo temperamento mas mudou algumas Ações para deixar a história mais dinâmica. Então, esse processo de reescrita deve ter durado de 6 a 8 meses. O livro demorou um pouco mais a ser publicado porque ele teve que entrar no cronograma da Editora. Eu comecei a escrever esse livro em 2005, retomei em 2010 e estou publicando agora em 2011.
Digital Rio: Esse é o primeiro livro que você publica?
Ana Lucia Merege: Não. Eu publiquei por minha conta um livro chamado “Caçador”, que mexe com os contos de fada. É o caçador da Branca de Neve que passa por vários contos de fada. Depois, ele foi republicado pela editora Franco no final de 2009. Eu também escrevi por minha conta o livro “Contos de Fadas – Origens, História e Permanência no Mundo Moderno”, que depois foi republicado no ano passado pela editora Claridade. Tem também um publicado pela minha conta sobre a história de um saltimbanco chamado “Jogo do Equilíbrio”, que se passa no mesmo lugar do castelo só que em outra região. Não tem magia, não tem elfo, não tem nada disso. Só um saltimbanco tentando segurar a mulher que ele ama, cuidar do filho, ganhar dinheiro. É uma história para adulto e bem diferente da do castelo. O que é legal pois mostra essa coisa de você se reinventar. Eu tenho conto em antologia de terror. Tenho história infantil. Agora estou escrevendo muito romance. Estou com convites para trabalhar com histórias de duendes que é uma coisa que eu amo, adoro de paixão. Sou louca por duende. E acho que escrever é isso. Você se reinventar cada vez mais, contar uma história nova.

Digital Rio: Tem algum personagem do livro com quem você se identifica mais? Qual e por que?
Ana Lucia Merege: A Ana de Bregue sou eu ne?Ela é a protagonista do livro. Ela é muito como eu era ne? Uma pessoa hiper sensível, que tá sempre antenada, prestando atenção em tudo que acontece. Ela é muito franca e no inicio ela é até bastante direta, mas ao mesmo tempo em que ela fala o que ela pensa, ela toma cuidado para não pisar no coração de ninguém. Então, ela é uma pessoa que tem uma extrema delicadeza que é uma característica que eu acho que eu tenho. Eu posso até fazer uma critica, mas sempre faço de uma maneira que acho que não vá machucar. E outra coisa, ela gosta de literatura, ela lê muito. No caso dela, ela memoriza porque ela trabalha com sagas que é uma coisa que eu não faço. Ela é contadora de histórias, ela é romântica. Extremamente romântica. E você tem que ver que eu já tenho 42 anos e ela é uma adolescente. Então, eu diria que eu sou um pouquinho melhorada,com umas características de vida completamente diferente, mas é a personagem com quem eu me identifico. Tem outros né? Eu me identifico bastante com um aspecto de um mago que é pacifista e as vezes parece que ele está em cima do muro, odeia discussão. Eu tenho um outro lado meu que é meio ripongo, meio natureba assim mas é basicamente a Ana. Ela sou eu.

sábado, 13 de novembro de 2010

Superman vem ao Brasil divulgar Filme (Entrevista Especial)


Superman vem ao Brasil divulgar Filme

Ator americano Dean Cain contracena com Juliana Paes em “Amor Por Acaso” filme de estréia de Marcio Garcia como diretor

Por Louise Duarte

O ator americano Dean Cain veio ao Brasil divulgar seu novo filme Amor Por Acaso (Bed and Breakfast em inglês) compareceu na última quinta feira, dia 11 de novembro à coletiva de imprensa do filme ao lado da atriz Juliana Paes e do diretor Marcio Garcia.
O evento aconteceu no cinema Kinoplex do Shopping Leblon e contou com a presença de celebridades como Guilhermina Guinle, Juliana Alves, Evandro Mesquita, Luciano Huck entre outros que foram prestigiar o evento.

Sempre simpático e sorridente, o Superman do seriado da década de 90 Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman respondeu a perguntas sobre o filme, Superman e o Brasil antes de posar para uma sessão de fotos com a equipe do filme para os diferentes veículos que estavam presentes. Depois ainda assistiu ao longa em uma sessão fechada para a imprensa e fechou a noite na boate The Week na zona portuária do Rio, que deu uma festa patrocinado pela “Head & Shoulders”.

O ator que teve paciência com todos os jornalistas e veículos presentes, concedeu uma entrevista exclusiva para a Digital Rio. Confiram:

Digital Rio: Fale um pouco sobre o seu personagem Jake Sullivan de Amor por Acaso.
Dean Cain:  Ele é um cara simples, honesto, para frente, moderno. Um cara bem americano que se apaixona por uma brasileira.

Digital Rio: Ele é como Clark Kent?
Dean Cain: Ele é bem diferente de Clark Kent.

Digital Rio: Como você se sentiu depois de interpretar um personagem tão icônico como Superman e Clark Kent? Você sente falta do show?
Dean Cain: Eu não sinto falta porque as horas em que eu trabalhava eram muito longas, mas eu gostei muito de fazer o seriado. Mas desde então eu fiz vários papéis diferentes. Eu adorei ter participado desse legado mas ao mesmo tempo feliz que tenha terminado.

Digital Rio: Já que a Teri Hatcher fez uma participação em Smallville recentemente, os produtores te convidaram para voltar?
Dean Cain: Eu fiz um episódio de Smallville e eu acho que é ótimo que a Teri também está fazendo porque é uma grande fila de atores que participaram da série. Eu acho ótimo que eles deixam a mitologia do Superman viva, continuando. Eu não tenho planos para voltar mas eles não me convidaram para retornar. Então eu acho que provavelmente não.

Digital Rio: Eu espero que você volte.
Dean Cain: Obrigado. Foi muito divertido.

Digital Rio: Você tem algum plano para o futuro? Algum filme à vista?
Dean Cain: Eu tenho vários filmes vindo por aí.
Digital Rio: Você tem algum poder especial?
Dean Cain: Eu vou ter que responder isso outra hora.

Digital Rio: Você conseguiu visitar o Rio?
Dean Cain: Desde que eu cheguei eu me dividi entre Rio e São Paulo na divulgação do filme e não tive tempo de conhecer a cidade, mas eu quero muito conhecer o Cristo Redentor amanhã antes de ir embora.

Digital Rio: Você foi em algum restaurante brasileiro?
Dean Cain: Sim. Eu fui no Porcão e gostei bastante de lá. Em São Paulo, fui em um restaurante onde provei um sashimi muito bom. E eu experimentei caipirinha também.

Digital Rio: Você planeja voltar ano que vem durante a semana do Carnaval?
Dean Cain: Eu adoro o carnaval brasileiro e gostaria de ver para comprovar se é o que dizem. Gostaria de assistir ao vivo um dia.


Em breve resenha especial sobre o filme... 

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vampira Nova no Pedaço (Entrevista)



Vampira Nova no Pedaço

                                    Por Louise Duarte

Viviane Machado Ferreira, Vivianne Fair ou simplesmente A Chefa, é uma autora brasileira da recente safra de novos autores de literatura fantástica.

Viviane além de escritora, é também  artista plástica, pois além de escrever suas histórias, ela ainda desenha tirinhas em quadrinhos dos seus personagens de Quem Precisa de Heróis? e A Caçadora, que serão lançados nas livrarias do Brasil em breve.

A escritora que está em processo de ter “Quem Precisa de Heróis” (anteriormente conhecido como “Cavaleiros do RPG”) lançado no Brasil contou para a Digital Rio FM um pouco sobre sua vida e carreira de escritora, que mesmo sem a ajuda de uma editor vem conseguido vender seus livros pela internet através do seu site Recanto da Chefa.

Ela lembra que começou a escrever quando começou a escrever aos 6 anos de idade, mas que profissionalmente começou a escrever histórias aos 17 anos.
 Quando perguntada sobre sua inspiração para criar seus personagens, ela lembra de que no caso de “Quem Precisa de Heróis”, as inspirações vieram das próprias rodas de amigos que jogavam RPG e criavam roteiros absurdos nos jogos. “Quanto ao Caçadora, eu lia muitas histórias de vampiros, muitas com clichês parecidos e pensei no quanto seria engraçado explorar esses clichês de modo cômico. Minha raiz é mesmo cômica, pois Quem Precisa de Heróis é brincadeira com clichês de heróis, enquanto A Caçadora é clichê de vampiros.”

Viviane ou a Chefa como é conhecida no mundo virtual por conta da sua página na Internet chamada “O Recanto da Chefa”, explica o porque dos seus personagens serem tão diferentes de outros do mesmo estilo. “Acredito que é porque eles fogem do estereótipo. No caso de Quem Precisa de Heróis, por exemplo, o bárbaro é um belo loiro de olhos azuis e traços delicados; os heróis são heróis por convenção, gostam de salvar o mundo e a todos, julgando seus próprios atos como certos e causando grandes questionamentos. No caso da Caçadora, o vampiro não banca o misterioso e brinca com os clichês de outros livros de vampiros. A mocinha não é adolescente, embora seja obrigada a passar por uma.”

A autora lembra que adora tudo que é livro especialmente Chick Lits e livros sobre histórias de Santo, além de suspense e ação. Já filmes, ela diz que não consegue escolher um filme específico, mas seus gêneros favoritos são os de comédia, fantasia, animação, suspense e ficção.

Embora já tenha tentado escrever outros gêneros, Vivi sempre acaba esrevendo o gênero Terror/Fantasia. Ela pretende escrever outros gêneros no futuro, mas sempre seguindo a linha cômica.

A autora lembra que começou a escrever para dar continuidade ao seu trabalho de conclusão de curso, pois não poderia finalizar sua história em quadrinhos. Dessa maneira, nasceu a ideia inicial de Quem Precisa de Heróis? Formada na área de desenho, Viviane também desenhou todas as capas de seus livros e teve a ideia de publicar as tirinhas de Cavaleiros do RPG assim como de A Caçadora brincando com as sagas A Mediadora, Percy Jackson e Os Olimpianos além da saga Crepúsculo. As tirinhas de A Caçadora fizeram tanto sucesso que agora Viviane até confecciona eles para venda em seu site em formato de chaveiros, marcadores de livros e adesivos.
                                                     
“Acredito que ele gosta de ser diferente.” Viviane afirma quando questionada o que seu vampiro Zack tem de diferente dos vampiros da nova safra. “Não gosta de ser vampiro e não procura disfarçar, sacaneia sempre a personagem principal e tira onda com os outros vampiros. Sem contar que ele mesmo lê Anne Rice e critica os livros e filmes que sua caçadora gosta de ler.”

Por que escrever livros sobre vampiros? A inspiração veio faz uns dois anos enquanto ainda escrevia Quem Precisa de Heróis, conta a escritora. “Quando vi que eles estavam em alta e seria divertido tentar algo diferente; mas sempre tem algo meio parecido entre uma história e outra e nunca um livro essencialmente cômico.”
                                                                

 O livro Quem Precisa de Herois ainda não tem previsão de sair em território nacional, mas pode ser adquirido através do site da autora.

Viviane descreve seu livro como uma versão cômica de histórias típicas de RPG onde envolvem donzelas, dragões, cavaleiros, reis, etc. E que o leitor não precisa jogar RPG para poder entender a história.  “A melhor maneira que uma amiga minha descreveu: "Conhece Shrek? Então. Só não tem ogro."  Em breve o livro será lançado nos Estados Unidos.

Já o livro Caçadora – O Sorriso do Vampiro vai ser lançado pela Editora 21 em breve, mas ainda sem data de lançamento. Enquanto o livro não sai, ele também pode ser adquirido pelo site da autora.
 Ela comenta como é difícil lançar livros no Brasil por conta da concorrência com os livros estrangeiros, e com isso as editoras não gostam de arriscar com livros brasileiros de autores desconhecidos. “O que posso dizer é: não desista fácil se esse é realmente seu sonho. Estude, leia bastante (muito necessário), aceite as críticas (se forem construtivas, obviamente), veja filmes, leia seu livro várias vezes, passe a pessoas que seriam francas com você e tenha paciência. Na maioria das vezes, a resposta pode vir anos depois.”

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Entrevista: Adriano Siqueira

Um Vampiro-nauta nada assustador
Reportagem: Louise Duarte
Adriano Siqueira não é meramente um webmaster sobre um site de vampiros. Não. Ele é um colecionador sobre tudo, tudo mesmo que existe sobre vampiros. Sejam livros, HQs, DVDs e o que mais ele possa encontrar sobre o tema.

Webmaster de dois dos mais famosos websites brasileiros sobre vampiros, o diagramador paulista, concedeu a Digital Rio uma entrevista e nos conta de onde surgiu essa paixão pelas sinistras e tenebrosas criaturas da noite que voltaram com tudo depois da febre da saga “Crepúsculo”.

Digital Rio: Da onde surgiu o seu fascínio pelos vampiros?
Adriano Siqueira: Nos quadrinhos, desde a infância, pois na década de 70 havia muitos gibis e hqs que exploravam os assuntos sobre vampiros, na década de 80 os filmes de vampiros tinham uma nova roupagem com os filmes A Hora do espanto e Os Garotos perdidos e tínhamos a novela Vamp. Os
vampiros do Corujão com Chris Lee e Peter Cushing foi naquela época que comprei o Manual Prático do Vampirismo de Paulo Coelho e Nelson Liano.

Na década de 90 conheci os vampiros da Anne Rice e o Drácula do Copolla, filmes que me levaram a conhecer o RPG. Quando comprei um computador logo fui escrevendo contos de vampiros para a BBS do STI, provedor de São Paulo e me tornei o organizador de um grupo dentro do STI que era especificamente sobre vampiros. Ganhei nesta época o Livro dos Vampiros Gordon Melton. Comecei a participar  dos RPGs ir a muitos encontros sobre vampiros a caráter até que em 1999 criei meu site de contos e em 2000 o Conto Noturno/Adorável Noite ao qual já tinha muito material para falar sobre vampiros.

Depois idealizei com amigos, o Grupo Tinta Rubra, foi ai que comecei a conhecer mais escritores e leitores, pois foi o primeiro grupo de contos de vampiros e logo em seguida, em 2001, criei o Fanzine Adorável Noite para entregar nas casas noturnas e eventos de ficção, o sucesso sobre os Contos e o site me deixou com mais fome de explorar outras formas de mídia sobre os vampiros e então comecei a fazer histórias em quadrinhos, curtas, animação, radionovelas e pintei até quadros sobre vampiros.

Digital Rio: Conte um pouco do seu histórico como escritor de literatura fantástica.
Adriano Siqueira: Em 96 comecei a escrever meus primeiros contos, Contos do Dri, que tinham contos de vampiros, de fadas, de ficção, de terror e de cavaleiros. Criei um site em 1999 para colocá-los e logo em seguida criei o site Conto noturno/ Adorável Noite para divulgar entre tantos assuntos sobre vampiros, os meus contos, A ideia foi tão positiva que comecei também a divulgar os livros sobre vampiros. com a criação do Grupo Tinta Rubra ficou mais fácil para mim divulgar meu trabalho e o trabalho dos novos escritores de vampiros. Muitos livros que existem hoje são de autores que já passaram pelo Tinta Rubra que neste ano completará 10 anos de idade.

Em 2008 estreiou o primeiro livro com a minha participação. Amor Vampiro junto com mais seis autores, em 2009 teve o livro Draculea - O Livro Secreto dos Vampiros ao qual participei com um conto chamado Filosofia Vlad e em seguida Metamorfose a fúria dos lobisomens com uma história sobre um vampiro e um lobo.



Digital Rio: Você mantém vários websites temáticos sobre vampiros. Conte o porquê de ter construído eles e conte algum fato interessante relacionado a eles.
Adriano Siqueira: Com a Criação do site Conto Noturno / Adorável Noite a mídia começou a descobrir mais sobre vampiros. As fotos dos Eventos, os encontros sobre o tema e as palestras acabaram mostrando que no Brasil existiam muitos que apreciavam o tema. A divulgação dos livros de escritores nacionais completou o que no Brasil não existia, Fãs de escritores nacionais sobre vampiros. As portas foram abertas por causa da divulgação do Adorável Noite. como pode ser visto na parte de Mídia do site e também na parte de eventos que o Adorável Noite participou.

Digital Rio: Sendo fã de quadrinhos também, tem algum favorito que envolva vampiros?
Adriano Siqueira: Sou fã das vampiras Vampirella que acompanho desde garoto e da Chastity que conheci na década passada, Vamps, que tinham cinco vampiras em motos. No Brasil A Mirza e a Nadia dominavam a minha geração. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Eugenio Colonnese, criador da vampira Mirza e fiquei chocado quando ele faleceu (2008) pois ele se parecia muito com meu pai, e Ele faleceu um ano depois dele.(após a morte do meu pai em 2007 congelei o site Adorável Noite por 2 anos, ele adorava o site).

Nos Vampiros aprecio muito as histórias da Marvel "A Tumba de Drácula" do Gene Colin é o que mais me deixava impressionado pois era bem parecido com o Drácula do Bram Stoker. Foi de lá que saiu o Blade. Com as novas aventuras dos vampiros nos quadrinhos posso dizer que Blade ainda está firme nos quadrinhos e foi o que mais se destacou no final da década passada.

Eu gosto tanto de quadrinhos de vampiros que fiz uma vez uma matéria sobre os heróis que encontraram os vampiros. e são várias páginas interessantes sobre o tema. veja a matéria AQUI.

Digital Rio: Que tipo de historia você gostaria de ver algum dia contada nos quadrinhos?
Adriano Siqueira: Queria ver aventuras dos personagens monstros da Universal. Drácula, Lobisomen, Frankenstein, como já fizeram no filme "o castelo do frankenstein" e no filme do Van Helsing que poderia ser melhor. Vê-los nos quadrinhos todos juntos com um ar Noir e futurista seria magnifico.

                                      

Digital Rio: Quais são os seus personagens favoritos nos quadrinhos (sem serem
vampiros) e por quê?
Adriano Siqueira: sou um colecionador. Mais do universo DC do que da Marvel embora eu colecione os dois, pois a Marvel era sempre mais ligado aos monstros do que a DC. Novos Titãs, Liga da Justiça, A Legião dos Superherois, são meus grupos favoritos que destaco sempre. mas é impossível não apreciar os Vingadores, Os Campeões, X-Men e os defensores, (que deveria ter filme pois o Grupo Defensores tinha a Valquiria o Dr. Estranho, Surfista Prateado e Hulk , o Cavaleiro e o Tocha Humana.)
Personagens favoritos:  Lanterna Verde, Thor, Superman, Homem-aranha, Nova, Supergirl, Viuva-negra, Asa Noturna e Motoqueiro fantasma.

Digital Rio: E filmes e livros de terror? Quais são os seus favoritos e por quê?
Adriano Siqueira: Além dos que já aprecio sobre vampiros (quase todos) também gosto dos livro do autor Stephen King, Ira Levin, Ian Fleming e John Gardner

Os Filmes e Livros de Vampiro que aprecio são: Nosferatu – 1922, Drácula – 1931,Todos os Drácula do Chris Lee,Drácula 79,Drácula 2000, Drácula do Ford Copolla, a trilogia da Carmilla, Garotos Perdidos, A hora do Espanto,Trilogia do Blade,Trilogia do Underworld,Criatura perfeita,Os guardiões da Noite,Deixe ela entrar. E estou esperando o filme de vampiros "Suck" que tem participação devários roqueiros como Alice Cooper, Iggy Pop, Moby e outros.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista: Luis Eduardo Matta (Coluna)


"Quando o livro é bom, eu esqueço de tudo e não faço mais nada até terminar o livro"

No lançamento do mais novo thriller de Luis Eduardo Matta “O Véu” na livraria Travessa do Shopping Leblon, que contou com um público de mais de quarenta pessoas que mesmo com chuva e trânsito engarrafado não deixaram de comparecer prestigiando o autor na noite de autógrafos.

O conceituado escritor de thrillers brasileiros com ascendência libanesa conversou com a Digital Rio e contou como começou sua carreira de escritor e qual é a sua influência na hora de escrever seus livros.
                               


Digital Rio: Há quanto tempo é escritor e como começou a escrever?


Comecei a escrever aos 17 anos em 1992, depois de assistir uma entrevista do Jorge Amado e Zélia Gattai no programa do Jô Soares. E eu resolvi naquele momento que ia escrever. Eu era fã do Jorge Amado e leitor dos livros dele, achei sua postura muito simpática, pois era um homem que era além de ser um grande escritor era ao mesmo tempo muito simples. E eu de início tive uma certa ilusão de que era uma coisa fácil você ficar em casa, escrevendo e tal. Logo eu levei um cascudo percebendo que não era algo assim, é extremamente difícil, mas conclui aquele primeiro livro (Conexão Beirute-Teeran) que foi publicado no ano seguinte. Eu estava com 18 anos quando ele saiu e foi um livro muito importante na minha vida porque eu descobri a paixão pela escrita e também uma forma de extravasar meus bons fantasmas interiores.


Digital Rio: Fale um pouco do seu Histórico como escritor, os livros que lançou até agora.


Lancei o meu primeiro livro “Conexão Beirute Teeran”; todos os meus livros são thrillers. Thriller é a ficção de suspense. Meu primeiro livro saiu em 1993 e depois eu fiquei nove anos sem publicar. Meu segundo livro só saiu em 2002 e se chamou “Ira Implacável”. Esses nove anos sem publicar foram importantes porque eu pude me desenvolver como pessoa e também porque eu tive muita dificuldade de voltar a publicar, até que uma editora se dispusesse a publicar meus livros. Eu perdi as contas de quantas se recusaram, seguramente, mais de trinta vezes. “Ira Implacável” teve uma boa repercussão na época e me abriu um caminho precioso e eu pude continuar publicando meus outros livros. Em 2005, eu publiquei “120 horas”, que até hoje recebo cartas de fãs elogiando o livro e a vilã principal da história tem até fã clube na internet. Depois de “120 horas”, eu dei um tempo para produção de ficção adulta, porque eu comecei a publicar ficção juvenil. Thrillers juvenis que tinham a ver com a minha preocupação com a formação de leitores nas escolas, pois eu acho que o futuro do Brasil está na leitura, e como eu sou um entusiasta da leitura, e sou alguém que vê um livro como uma atividade extremamente acessível a todo mundo. Não acho que o livro seja só para eleitos, todo mundo pode ler e por conta disso comecei a publicar thrillers juvenis. Acho que o thriller é um bom gênero para iniciar leitores. “Morte no Colégio”, saiu pela Coleção Vagalume da Editora Ática, também publiquei “Roubo no Passo Imperial” e depois de publicar esses livros, resolvi voltar para a ficção adulta. Então recomecei os thrillers adultos agora com “O Véu” que é o meu sétimo livro que está saindo agora no final de 2009.


Digital Rio: Por que o gênero thriller o interessa tanto?


Eu sou fascinado por ficção de mistério desde os oito anos de idade quando eu assisti a uma novela chamada “Champanhe” e tinha um mistério na novela. O pessoal lá de casa começou a perceber que eu gostava desse tipo de ficção e me levava para ver filmes, depois eu comecei a ler livros juvenis de mistério: João Carlos Marinho, João Carlos Reis e depois eu passei para a Agatha Christie que foi a minha porta de entrada para a ficção adulta. Depois comecei a ler outros tipos de literatura como Jorge Amado, Fernando Sabino e outros escritores, e me tornei um autor eclético, mas eu tenho uma preferência por literatura de mistério. Quando o thriller é bom, eu esqueço tudo e não faço mais nada até terminar o livro.


Digital Rio: Quais seus livros e autores favoritos?


Gosto muito de Agatha Christie na literatura policial, gosto muito de um livro chamado “Analista” de um autor americano chamado John Katzenbach, Dostoievski, Jorge Amado, Fernando Sabino, Graciliano Ramos, Lima Barreto.


Digital Rio: Fale um pouco do seu novo livro “O Véu”


É um thriller cujo centro da trama é um quadro de uma mulher muçulmana seminua. Esse quadro guarda um segredo terrível que pode mudar o mundo e é também a saga de três mulheres que vivem dilemas distintos e acabam se cruzando no meio da trama. E o mistério desse quadro, tem a ver com a crise política que implode no Irã no mês das eleições presidenciais de 2009. E os dois fatos (o mistério do quadro e a Crise no Irão estão ligados), desembocando uma conspiração terrível que está oculta na trama.


Digital Rio: Você tem planos para o futuro?


Terminei um livro juvenil agora, e estou começando outro, e estou finalizando um livro que era para ser um drama e acabou virando thriller. Já estou nas páginas finais.


Digital Rio: Como é o seu processo de escrever? O que te inspira?


A realidade. A vida das outras pessoas, as noticias que saem no jornal. Me inspiro mais na realidade e nas noticias de imprensa do que na própria literatura.




Digital Rio: Tendo ascendência Libanesa por parte de pai, como é que você sempre transpõe isso para os seus livros?


O Oriente Médio de um modo geral me interessa e já cruzou fronteiras do Líbano. Eu tive pouco contato com a família do meu pai e eu vi uma reportagem na TV sobre a guerra do Oriente Médio, e várias entrevistas foram feitas. Eu senti uma identificação. Foi um início de uma forma de resgatar esse meu lado que eu não tinha tanto contato, mas em um determinado momento aquilo virou um interesse porque a região é muito fascinante, é complexa, é uma região cheia de contradições, choque de civilizações, guerras racionais... Eu gosto de coisas contraditórias de uma maneira geral e eu gosto de escrever o Oriente Médio para quebrar os estereótipos que a gente tem sobre os povos que habitam lá.


Digital Rio:  Você tem algum conselho para jovens escritores?


Tem que ser persistente, tem que gostar de escrever, ter auto crítica e respeitem seus colegas escritores. Não deixem o sucesso (ou o fracasso) subir a cabeça. Sejam humildes.




O autor com a equipe da Digital Rio, Anny Lucard e Louise Duarte no lançamento do livro "O Véu" na livraria Travessa do Shopping do Leblon.
Fotos: Anny Lucard