sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vampiros Brasileiros com Pitadas de Humor - Parte II (Coluna)


Vampiros Brasileiros com Pitadas de Humor - Parte II 
por Louise Duarte

Aproveitando que Vamp está entrando em sua reta final no canal Viva já que a cruz de São Sebastião foi roubada do altar da igreja de Armação dos Anjos pelo padre desmemoriado Estevão que pensa que é o bandido Carcará, resolvi postar essa segunda parte da coluna antes que o Vlad volte ehehhe. 

Nos últimos capítulos, tivemos uma espécie de "descanso" de um mês mais ou menos, desde que a cruz foi achada e colocada no altar. Os vampiros perderam seus poderes, Vlad desapareceu e Armação dos Anjos voltou a ser uma calmaria. Mas não totalmente já que Mary entediada porque não tinha seus poderes de vampira, resolveu fazer um curso de feitiçaria por correspondência e aprontou poucas e boas com o pessoal do circo. Mas para o azar dela, Jezebel vem de uma linhagem de bruxas praticantes de magia branca em sua família e conseguiu desfazer a maioria dos feitiços maléficos da bruxa-vampira pornográfica, isso quando não recebia uma ajudinha divina do anjo atrapalhado Rafa. 



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

XV Bienal do Livro Rio - Melhores Momentos Parte II (Coluna)


E a Maratona Literária Continua... 

Por Louise Duarte

Eu só ia postar novamente no final de semana mas já que resolvi postar hoje a minha matéria que saiu no O Estado RJ sobre a Bienal, resolvi atualizar aqui com outro post também. Aproveitando que dia 7 de setembro foi feriado, acho que todos os cariocas foram para o Rio Centro porque como aquilo encheu naquele dia! Os ingressos até esgotaram devido ao feriado mas também as presenças de Anne Rice, Padre Marcelo Rossi e Thalita Rebouças. Mas no mesmo dia ainda tinha Ziraldo e Paola Oliveira. Se bem que acho que no sábado dia 10 a situação ainda estava pior,  já que eu fiquei bem uma hora no pavilhão azul tentando sair de lá para o verde sem conseguir. 

XV Bienal do Livro bate recorde de público (Matéria)


XV Bienal do Livro bate recorde de público

A maior feira literária da América Latina teve ingressos esgotados no feriado de Independência do Brasil

Louise Duarte
A Bienal do Livro superou as expectativas de seus realizadores neste ano, desde que iniciou suas atividades no dia 1º de setembro indo até o dia 11.  A 15ª edição da Bienal, que aconteceu no Rio Centro, Zona Oeste do Rio,  contou com a participação de mais de 120 autores nacionais e 22 estrangeiros. Em  2011, a feira prestou uma homenagem ao Brasil, através de uma série de eventos, onde foram discutidos temas como cultura e a realidade do país. Na abertura da Bienal, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, lançou o programa de livro popular.

Durante os onze dias do evento foram lançados mil títulos com a expectativa de vender 2,5 milhões de livros, contando com a participação de 950 expositores em uma área de 55 mil metros quadrados. O público, que compareceu, teve a oportunidade de conhecer grandes obras e seus autores nacionais e internacionais. Este ano o destaque vai para Hillary Duff, Alyson Noel, Anne Rice, Audrey Niffenegger, Lauren Kate, e os brasileiros Thalita Rebouças, Mauricio de Sousa, Ziraldo, Ana Maria Machado, André Vianco, Giulia Moon, Martha Argel, entre outros. 

Lançamentos incluem seres imortais e turminhas animadas
 
Um dos livros lançados, especialmente para a Bienal, foi “Celso Antônio, a condenação da arte”, escrito pela jornalista Leneide Duarte-Plon sobre a obra do escultor Celso Antônio, um dos mais importantes da época modernista. O livro é o resultado de 15 anos de pesquisa, onde a jornalista, que é sobrinha do escultor, precisou ainda procurar por obras desaparecidas e contou com depoimentos de Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Rezende, Oscar Niemeyer, Manuel Bandeira, entre outras personalidades e amigos do artista.

Quem esteve presente também foi a atriz e cantora Hillary Duff, que veio lançar seu primeiro livro “Elixir”, e foi a grande sensação do dia 4 de setembro, causando comoção e até histeria entre as adolescentes que aguardaram horas na fila para poderem ver a jovem escritora que ficou emocionada com o carinho de seus fãs.

Já Ziraldo e Mauricio de Sousa participaram de uma sessão de autógrafos juntos para o lançamento do primeiro livro da dupla “O Maior Anão do Mundo”, que conta ainda com a participação de Paola Oliveira, que estrela o filme “Uma Professora Muito Maluquinha”, inspirado na obra de Ziraldo. O stand da Melhoramentos, onde os autores autografaram os livros, ainda contou com a presença dos personagens Mônica, Cebolinha, criados por Mauricio de Sousa, e Menino Maluquinho e Julieta, criados por Ziraldo.

E os fãs de vampiros e literatura fantástica tiveram um destaque especial nessa Bienal já que contaram com a presença de escritores como Anne Rice,  Alyson Noel, Lauren Kate, André Vianco, Martha Argel e Giulia Moon, e até encontro dos fãs de Crepúsculo foi programado para unir o jovem público de leitores e aproximá-los dos escritores presentes.

Alyson Noel,  autora da série “Os Imortais”, estava com grandes expectativas para a Bienal do Livro. "Nem consegui dormir na véspera de tanta ansiedade, já que participar do evento foi a realização de um desejo antigo", conta.  A escritora, que já foi comissária de bordo, agora viaja o mundo inteiro para divulgar seus livros.

Já Giulia Moon, autora dos livros “Kaori – Perfume de Vampira” e “Kaori 2 – Coração de Vampira”, estava na expectativa de conhecer muita gente. "O contato com as pessoas é o que vale a pena nesse tipo de evento", comemora.

E 7 de setembro foi, sem dúvida nenhuma, o dia mais agitado da feira literária. O dia do feriado bateu até recorde de público e teve cerca de 110 mil pessoas. A procura foi tão grande que os ingressos se esgotaram rapidamente.

E teve de tudo nesse dia: Anne Rice, Padre Marcelo Rossi, Thalita Rebouças, Ziraldo e Paola Oliveira. Pessoas já acampavam desde madrugada, na entrada dos pavilhões, para garantir suas senhas e conseguir autógrafos do Padre Marcelo Rossi ou Anne Rice, os mais disputados do dia. Tanta disputa que gerou até confusão na abertura do evento.

Susana Weiss, estudante de Biblioteconomia e fã de Anne Rice, veio de Porto Alegre e estava desde às cinco e meia da manhã na fila, na esperança de garantir tanto seu autógrafo quanto seu lugar na palestra da autora vampiresca. "Quando o tão esperado momento chegou, o público foi à loucura. Anne Rice foi uma simpatia e disse que não esperava que tanta gente viesse à Bienal para vê-la e que o evento tem sido uma experiência maravilhosa", relembra Susana.

Já a escritora para o público adolescente, Thalita Rebouças, também causou uma comoção entre suas fãs, com direito até a fã clube, que esteve presente tanto no Conexão Jovem quanto na sua sessão de autógrafos. Muitos de seus leitores não gostavam de ler até pegarem um dos livros da autora, que teve suas histórias da série “Fala Sério” inspiradas no formato crônicas, especialmente dos escritores Luis Fernando Veríssimo e João Ubaldo Ribeiro. "Há 10 anos eu vim à Bienal lançar meu primeiro livro e ninguém me conhecia ainda", recorda. A programação da Bienal foi fechada no Café Literário, às 20h, com uma homenagem ao poeta Manoel de Barros. O ator Antonio Calloni e a poetisa Elisa Lucida fizeram a leitura de poemas do autor mato-grossense. Para quem perdeu, resta aguardar mais dois anos para viver novas emoções literárias.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

XV Bienal do Livro Rio - Melhores Momentos Parte I (Coluna)

Porque Ler É Bacana ! 

Por Louise Duarte

E a XV Bienal do Livro no Rio de Janeiro finalmente voltou e já está quase acabando. Devido ao fato que estou cobrindo a feira para o webjornal O Estado RJ como repórter e fotográfa ou seria só repórter fotográfica? Ainda me confundo com tanta nomenclatura... E já que ganhei credencial esse ano e posso ir nos dias que eu quiser, escolhi alguns dias específicos e já fui cinco dias. Ainda vou no último final de semana da feira que acontece amanhã e domingo então, esperem por mais alguns posts. 


Então vamos as minhas impressões e eventos favoritos que aconteceram lá, o que fez com que eu essa fosse a minha edição favorita do evento até o momento. 


E já que a minha amiga Anny Lucard do Contos Sobrenaturais da Digital Rio fez um post sobre os livros de ficção fantástica que valem a pena, o meu vai ser completamente diferente e por outro ângulo. Literalmente falando. 
Para quem já sabe, estou fazendo vários cursos de fotografia desde julho, e não paro de ler, estudar sobre o assunto, comprar revistas e livros. Então obviamente, eu fiquei meio doida com os livros de fotografia vendidos na Bienal. Teve um de composição fotográfica que caiu do céu porque era exatamente do que eu precisava! No total até agora foram 3 livros de vampiros e 3 de fotografia. Será que até o final da feira esse número desempata? Espero que não porque eu já estou ligeiramente falida. 


Outros destaques da feira foi poder reencontrar as sempre simpáticas Giulia Moon e Martha Argel com seus novos livros (que irei fazer um post mais detalhado falando do livro de cada uma no dia da sessão de autógrafos da dupla) que vão ser lançados oficialmente amanhã em uma tarde de autógrafos no Pavilhão Verde na Editora Centauro as 16:00 horas. O mapa você encontra aqui



A maneira como as duas tentavam chamar a atenção do público que gosta de histórias de vampiros também foi bem interessante. O boca a boca com o leitor, tentando deixá-lo curioso em relação a história delas foi algo bem legal de presenciar, especialmente como jornalista. 

O Tamanho da fila gigantesca quando eu cheguei na Bienal no dia 7 de setembro. A fila dava voltas. Anne Rice? Segundo a Anny Lucard, a fila gigante foi por conta das caravanas com as beatas do Padre Marcelo Rossi. Sorte que eu consegui entrar por outra entrada por ser jornalista porque não sei se ia conseguir aguentar essa fila não... 

Agora vamos as minhas atrações favoritas. Todas as fotos foram tiradas por mim então se quiserem usar alguma delas, peça autorização antes okay? 


Audrey Niffenegger, autora do livro "A Mulher do Viajante no Tempo" esteve na Bienal no sábado passado e apesar de ter perdido a palestra dela já que estava no Centro no meu Workshop de Prática Urbana, consegui chegar a tempo para a sessão de autográfos. E pelo pouco que percebi ela foi bem simpática com todos os leitores que estavam na fila na espera para terem seus livros autografados!

Finalmente consegui chegar perto do Maurício de Sousa para poder vê-lo de pertinho. Sim, porque na última Bienal ele estava tão longe que só consegui ver a cabeça. E eu acabei não resistindo e comprando duas revistas da "Tina" depois que descobri que ela faz faculdade de jornalismo. Dependendo da fila de sábado, talvez eu me arrisque. :P

Essa foi outra que eu perdi a palestra. Alyson Noel, da série "Os Imortais". Sorte que eu vi uma fila enorme e seguindo ela descobri que se tratava da sessão de autógrafos. Ela estava em uma espécie de aquário, igual ao que a Meg Cabot ficou em 2009. Consegui entrar lá para fotografá-la e a autora foi simpática. Até trocamos umas palavrinhas em inglês. 
Teve também lançamento do livro "Celso Antônio - A Condenação Pela Arte", escrito pela minha tia Leneide Duarte Plon mas como ela não pôde vir, pois ela mora em Paris, ela foi representada pela minha outra tia, Leila Duarte. 

Então fiquem com uma prévia do que vem por ainda vem por aí. Detalhes sobre os livros "Kaori 2" de Giulia Moon e "Amores Perigosos" de Martha Argel além de Anne Rice, Ziraldo, Paola Oliveira e Vera Zimmerman. Aguardem porque o post do dia 7 promete ser maior. Até amanhã!


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mostra retrata a vida do músico Miles Davis (Matéria)


Mostra retrata a vida do músico Miles Davis

Queremos Davis é o tema da exposição do CCBB que fica no Rio até setembro

Divulgação
“Uma pintura é uma música que se pode ver e música é uma pintura que se pode ouvir”  foi a frase dita pelo trompetista Miles Davis que inspirou o Centro Cultural Banco do Brasil a produzir a exposição em homenagem ao artista.  No ano em que se completam 20 anos de sua morte, o CCBB traz a mostra sobre a lenda do jazz americano, que esta funcionando desde o início de agosto. Essa é a primeira exposição musical realizada pelo CCBB e tem o objetivo de mostrar ao público brasileiro como Davis foi uma referência na criação e na originalidade na música do século XX.

Origens




Miles Dewey Davis Jr nasceu em 26 de maio de 1926 em Alton, Illinois e revolucionou o jazz, refinando as etapas de transformação do gênero. Ele fez parte de uma seleção de trompetistas que incluíam Louis Armstrong, Joey “King” Oliver, Dizzy Gilespie entre outros.  
Concebida pela Cité de La Musique de Paris, organizada com o apoio da família e dos gestores da obra do trompetista, a exposição “Queremos Miles” mostra o caminho traçado pelo artista desde a sua infância até os últimos anos antes de morrer. 


O evento    


A mostra está dividida em oito seqüências temáticas e ainda traz numerosos documentos e objetos, alguns deles sendo expostos pela primeira vez. Além de fotos, a exposição conta com revistas e jornais com reportagens marcantes de época, pinturas e desenhos feitos pelo músico, além de artes produzidas em sua homenagem. 
Além da exposição, o Centro Cultural Banco do Brasil também promove dois encontros. O primeiro já aconteceu no dia da abertura da mostra em 2 de agosto e contou com a presença de amigos e familiares e o curador Vicent Bessiéres, que também é responsável pelo conteúdo  ligado ao Museu do Jazz na Cité De La Musique. 
No dia do encerramento em 28 de setembro, que também é a data da morte do trompetista, vai haver uma mesa redonda que será mediada pelo jornalista Antonio Carlos Miguel e vai reunir especialistas como o crítico José Domingos Rafaelli e músicos como  Vittor Santos. 

Interação com o Público com Visitas Mediadas 

A exposição tem atraído muitos visitantes, curiosos em conhecer mais sobre a vida do músico. A mostra inclui uma visita mediada com guias especializados do CCBB que interagem com o público. Uma das alas mais interessantes sem dúvida nenhuma é a conhecida como “corredor do silêncio”, que representa os anos em que o artista ficou trancado em casa, se drogando antes de conhecer Cicely Tyson e iniciar uma nova fase em sua carreira, a de pop star. Nesse corredor nada é exibido e a sala é escura e até um pouco assustadora. Mas engana-se quem acha que ela está completamente vazia, pois podemos ouvir o som da música de Miles Davis tocando. Sim, essa é uma sala onde somente a sua música é exposta e nada mais.  


Diálogos com o músico


Alexandre Diniz, coordenador de Ações Educativas do CCBB no Rio revela um pouco sobre as visitas mediadas durante as exposições. Nelas o público interage com o guia e é convidado a refletir sobre o assunto da mostra. Em "Queremos Miles" as visitas têm como eixo principal a audição das músicas que são reproduzidas nas galerias. A partir disto e de perguntas dos visitantes eles são convidados a refletir sobre os diversos aspectos que formam parte da trajetória do artista. “Especificamente a sala vazia, onde não há objetos ou imagens, estamos trabalhando com a música que preenche esse espaço, há algumas formas diferentes elaboradas para isso cada educador, conforme o grupo, decide como irá propor o diálogo,” explica o coordenador.  
Na opinião de Francisco Raposo, Gerente de Programação do CCBB, a exposição não atinge somente os amantes da música, mas conquista o público em geral apresentando, com requinte estético e sonoro, a vida e a obra de um artista carismático, revolucionário, brilhante e que viveu intensamente. 
O público aprova. O bibliotecário João Cândido diz “ter gostado muito da exposição” pois mostra muitas curiosidades sobre a vida do trompetista, assim como o administrador Thiago Motta que “achou muito bacana a mostra pois ele não conhecia essa personalidade do mundo do jazz”.
A exposição fica até dia 28 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil e segue depois para São Paulo onde fica exposto no SESC Pinheiros a partir de outubro até janeiro de 2012.  




Serviço:
Data :De 2 de agosto a 28 de setembro de 2011
Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h
Local Térreo e 1º andar | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Bilheteria: Terça a domingo, das 9h às 21h 
Telefone: (21) 3808-2020
Ingressos: Entrada Franca


domingo, 21 de agosto de 2011

Vampiros Brasileiros Com Pitadas de Humor - Parte I (Coluna)


Vampiros Brasileiros Com Pitadas de Humor 
Por Louise Duarte

O que acontece quando você mistura vampiros brasileiros, uma família de 15 pessoas, uma família de vampiros no melhor estilo família Monstro, uma mitologia própria em relação aos vampiros, um circo caindo as moscas e um bandido que se veste de padre para fugir das garras de um poderoso mafioso que o persegue? Você tem Vamp, novela brasileira sobre vampiros que foi exibida de Julho de 1991 a fevereiro de 1992 na Rede Globo e está sendo reprisada atualmente de segunda a sexta feira as 16:30 no canal Viva.  A novela revelou muitos futuros astros como Fãbio Assunção, Fernanda Rodrigues, Bel Kutner além de ter sido o primeiro trabalho de muitos futuros diretores da globo como Amora Maunter, Pedro Vasconcelos e Federico Mayrink. 


A novela foi escrita por Antonio Calmon e teve a direção de Jorge Fernando que participou de alguns capítulos da trama no melhor estilo Hitchcook, como o terapeuta excêntrico Vicentinho Fernando. A trama apesar de ter o fator terror das histórias de vampiros, está mais para terrir já que Vlad é um vampiro cômico (e põe cômico nisso!) e Ney LaTorraca abusa como pode fazendo de Vlad uma caricatura, especialmente quando quer castigar seus empregados.  



Circuito das artes: circulando cultura no Jardim Botânico (Matéria)

Circuito das artes: circulando cultura no Jardim Botânico

Evento gratuito oferece cursos, palestras e atividades culturais no mês de agosto

Louise Duarte


Que o Jardim Botânico é um instituto de pesquisas destinado a cuidar e preservar todo tipo de flora e fauna, todo mundo já sabe. Afinal de contas, o parque é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro, atraindo moradores da região, visitantes de outros estados e países, além de fotógrafos e apreciadores de arte.

Mas o que pouca gente conhece é que o jardim promove também cursos, palestras e atividades culturais, não só no parque, mas também fora dele, pela Zona Sul do Rio. Esses eventos, conhecidos como Circuito das Artes, acontecem durante todo o ano e buscam levar mais visitantes para o local.


Agosto cultural no Jardim Botânico

O Circuito das Artes teve sua primeira edição em 1998 para comemorar o aniversário de 190 anos do bairro Jardim Botânico, aproveitando dois ícones de sua beleza: o Jardim Botânico e a Escola de Artes Visuais do Parque Laje, que foi completamente revitalizada. Os organizadores queriam aproveitar o fato de que muitos dos artistas do circuito eram vizinhos do local. Esse ano, em sua 15ª edição, o circuito vai acontecer nos últimos finais de semana de agosto, nos dias 20, 21, 27 e 28. Oseventos realizados fora do jardim acontecem no próprio bairro onde ficam os ateliês que fazem parte da programação.

Cerca de 90 artistas têm suas obras expostas nos 50 estúdios e ateliês, que incluem pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, cerâmica, aquarela, moda, acessórios, entre outros tipos de arte e cultura. Além disso, o evento ainda possui a comodidade de levar os visitantes em vans guiadas por alunos do curso de técnico em Guia de Turismo do SENAC, que vão orientá-los durante o evento, saindo do Parque dos Patins ao custo de R$ 6.

E as crianças não podem ficar de fora. Atividades conhecidas como Circuitinho visam a educar desde cedo os pequeninos com oficinas de arte, enquanto o circuito gastronômico mostra o melhor da culinária do bairro, com a participação de chefs de cozinha dos restaurantes presentes no evento.


O público do parque

A coordenadora do centro de visitantes do Jardim Botânico, Márcia Faraco, acredita que o próprio público que frequenta o jardim tem essa vontade de participar de atividades culturais, pois um passeio complementa o outro. "Como o Jardim Botânico é um instituto de pesquisas voltado para o lazer contemplativo, as pessoas vêm muito em busca dessa parte cultural que o parque oferece com diversas atividades dentro e fora dele", informa.

É o caso da preparadora de atores Maria Silva, que vai ao Jardim Botânico principalmente para fotografar, ler e descansar. "O parque é um excelente lugar, tanto para se criar como para relaxar".

Já na opinião do diretor de TV João Camargo, o sensorial, o vento e o verde inspiram a criação de pequenos vídeos, já que para ele "qualquer lugar do parque que você possa vir a fotografar lhe dá um bom fundo, ajudando metade da composição fotográfica.


Entre filmes e plantas

Dentre as outras atividades que ocorrem no parque, está a exposição de orquídeas, que acontece duas vezes ao ano; o Cine Clube do Jardim, que é um grupo de cinéfilos organizado pelo diretor Walter Lima Jr. para discussão de filmes; a visita guiada de observação das aves; além da trilha das artes, onde são visitados os principais monumentos presentes no parque.

O Jardim Botânico também conta com a Associação de Amigos do Jardim Botânico, fundada em 18 de agosto de 1986, que é uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é contribuir para a conservação do parque. O local conta ainda com uma loja de souvenirs localizada no centro dos visitantes, cujo lucro é revertido para projetos e atividades de suporte .

Com tantas atividades culturais, fica praticamente impossível não voltar ao famoso jardim para desfrutar de toda a sua beleza, lazer e cultura presentes durante todo o ano.


Circuito das Artes do Jardim Botânico:

Datas de Agosto: 20,21,27 e 28. 

Local: Jardim Botânico e demais ruas do bairro. 

Horário: das 12 as 20 h.