Mostrando postagens com marcador colunas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador colunas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Espera de Sherlock Holmes... (Coluna)

A Espera de Sherlock Holmes..

Por Louise Duarte

Desculpem a demora em atualizar mas semana passada emendei a premiere do Sherlock Holmes 2 com a presença de Robert Downey Jr com 5 dias de Fashion Rio (mais detalhes em breve) onde trabalhei como fotógrafa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Uma Missão Quase Impossível (Coluna)


Uma Missão Quase Impossível
Por Louise Duarte

Ontem foi o dia. O dia do tapete vermelho do filme Missão Impossível: Protocolo Fantasma que contou com a presença do astro principal do filme. Tom Cruise. O ator que já veio ao Brasil antes, veio divulgar o quarto filme da franquia ao lado de sua parceira no longa, a atriz Paula Patton, do diretor Brad Bird e do produtor Bryan Burk.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Muito Barulho Por Nada (Coluna)

E Durma-se Com um Barulho Desses... 

Por Louise Duarte

Fazia tempo que eu não ficava animada com um projeto cinematográfico que ainda vai demorar muito para estrear. E eu culpo Joss Whedon por isso. O criador das séries Buffy, Angel, Firefly e Dollhouse parece ter o toque de Midas por onde passa, deixando sua marca registrada, seu talento em dirigir e escrever roteiros originais ou muitas vezes até já visitados antes mas com uma perspectiva totalmente diferente. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

XV Bienal do Livro Rio - Melhores Momentos Parte II (Coluna)


E a Maratona Literária Continua... 

Por Louise Duarte

Eu só ia postar novamente no final de semana mas já que resolvi postar hoje a minha matéria que saiu no O Estado RJ sobre a Bienal, resolvi atualizar aqui com outro post também. Aproveitando que dia 7 de setembro foi feriado, acho que todos os cariocas foram para o Rio Centro porque como aquilo encheu naquele dia! Os ingressos até esgotaram devido ao feriado mas também as presenças de Anne Rice, Padre Marcelo Rossi e Thalita Rebouças. Mas no mesmo dia ainda tinha Ziraldo e Paola Oliveira. Se bem que acho que no sábado dia 10 a situação ainda estava pior,  já que eu fiquei bem uma hora no pavilhão azul tentando sair de lá para o verde sem conseguir. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

XV Bienal do Livro Rio - Melhores Momentos Parte I (Coluna)

Porque Ler É Bacana ! 

Por Louise Duarte

E a XV Bienal do Livro no Rio de Janeiro finalmente voltou e já está quase acabando. Devido ao fato que estou cobrindo a feira para o webjornal O Estado RJ como repórter e fotográfa ou seria só repórter fotográfica? Ainda me confundo com tanta nomenclatura... E já que ganhei credencial esse ano e posso ir nos dias que eu quiser, escolhi alguns dias específicos e já fui cinco dias. Ainda vou no último final de semana da feira que acontece amanhã e domingo então, esperem por mais alguns posts. 


Então vamos as minhas impressões e eventos favoritos que aconteceram lá, o que fez com que eu essa fosse a minha edição favorita do evento até o momento. 


E já que a minha amiga Anny Lucard do Contos Sobrenaturais da Digital Rio fez um post sobre os livros de ficção fantástica que valem a pena, o meu vai ser completamente diferente e por outro ângulo. Literalmente falando. 
Para quem já sabe, estou fazendo vários cursos de fotografia desde julho, e não paro de ler, estudar sobre o assunto, comprar revistas e livros. Então obviamente, eu fiquei meio doida com os livros de fotografia vendidos na Bienal. Teve um de composição fotográfica que caiu do céu porque era exatamente do que eu precisava! No total até agora foram 3 livros de vampiros e 3 de fotografia. Será que até o final da feira esse número desempata? Espero que não porque eu já estou ligeiramente falida. 


Outros destaques da feira foi poder reencontrar as sempre simpáticas Giulia Moon e Martha Argel com seus novos livros (que irei fazer um post mais detalhado falando do livro de cada uma no dia da sessão de autógrafos da dupla) que vão ser lançados oficialmente amanhã em uma tarde de autógrafos no Pavilhão Verde na Editora Centauro as 16:00 horas. O mapa você encontra aqui



A maneira como as duas tentavam chamar a atenção do público que gosta de histórias de vampiros também foi bem interessante. O boca a boca com o leitor, tentando deixá-lo curioso em relação a história delas foi algo bem legal de presenciar, especialmente como jornalista. 

O Tamanho da fila gigantesca quando eu cheguei na Bienal no dia 7 de setembro. A fila dava voltas. Anne Rice? Segundo a Anny Lucard, a fila gigante foi por conta das caravanas com as beatas do Padre Marcelo Rossi. Sorte que eu consegui entrar por outra entrada por ser jornalista porque não sei se ia conseguir aguentar essa fila não... 

Agora vamos as minhas atrações favoritas. Todas as fotos foram tiradas por mim então se quiserem usar alguma delas, peça autorização antes okay? 


Audrey Niffenegger, autora do livro "A Mulher do Viajante no Tempo" esteve na Bienal no sábado passado e apesar de ter perdido a palestra dela já que estava no Centro no meu Workshop de Prática Urbana, consegui chegar a tempo para a sessão de autográfos. E pelo pouco que percebi ela foi bem simpática com todos os leitores que estavam na fila na espera para terem seus livros autografados!

Finalmente consegui chegar perto do Maurício de Sousa para poder vê-lo de pertinho. Sim, porque na última Bienal ele estava tão longe que só consegui ver a cabeça. E eu acabei não resistindo e comprando duas revistas da "Tina" depois que descobri que ela faz faculdade de jornalismo. Dependendo da fila de sábado, talvez eu me arrisque. :P

Essa foi outra que eu perdi a palestra. Alyson Noel, da série "Os Imortais". Sorte que eu vi uma fila enorme e seguindo ela descobri que se tratava da sessão de autógrafos. Ela estava em uma espécie de aquário, igual ao que a Meg Cabot ficou em 2009. Consegui entrar lá para fotografá-la e a autora foi simpática. Até trocamos umas palavrinhas em inglês. 
Teve também lançamento do livro "Celso Antônio - A Condenação Pela Arte", escrito pela minha tia Leneide Duarte Plon mas como ela não pôde vir, pois ela mora em Paris, ela foi representada pela minha outra tia, Leila Duarte. 

Então fiquem com uma prévia do que vem por ainda vem por aí. Detalhes sobre os livros "Kaori 2" de Giulia Moon e "Amores Perigosos" de Martha Argel além de Anne Rice, Ziraldo, Paola Oliveira e Vera Zimmerman. Aguardem porque o post do dia 7 promete ser maior. Até amanhã!


domingo, 21 de agosto de 2011

Vampiros Brasileiros Com Pitadas de Humor - Parte I (Coluna)


Vampiros Brasileiros Com Pitadas de Humor 
Por Louise Duarte

O que acontece quando você mistura vampiros brasileiros, uma família de 15 pessoas, uma família de vampiros no melhor estilo família Monstro, uma mitologia própria em relação aos vampiros, um circo caindo as moscas e um bandido que se veste de padre para fugir das garras de um poderoso mafioso que o persegue? Você tem Vamp, novela brasileira sobre vampiros que foi exibida de Julho de 1991 a fevereiro de 1992 na Rede Globo e está sendo reprisada atualmente de segunda a sexta feira as 16:30 no canal Viva.  A novela revelou muitos futuros astros como Fãbio Assunção, Fernanda Rodrigues, Bel Kutner além de ter sido o primeiro trabalho de muitos futuros diretores da globo como Amora Maunter, Pedro Vasconcelos e Federico Mayrink. 


A novela foi escrita por Antonio Calmon e teve a direção de Jorge Fernando que participou de alguns capítulos da trama no melhor estilo Hitchcook, como o terapeuta excêntrico Vicentinho Fernando. A trama apesar de ter o fator terror das histórias de vampiros, está mais para terrir já que Vlad é um vampiro cômico (e põe cômico nisso!) e Ney LaTorraca abusa como pode fazendo de Vlad uma caricatura, especialmente quando quer castigar seus empregados.  



terça-feira, 8 de março de 2011

A Representação da Jornalista em Seriados de TV: Lois Lane, a Repórter (Coluna)


Aproveitando que hoje é Dia da Mulher, resolvi postar parte da minha monografia que fala sobre Lois Lane, que nos quadrinhos precisou driblar muito preconceito para chegar onde chegou. 

A REPRESENTAÇÃO DA JORNALISTA EM SERIADOS DE TV:
LOIS LANE, A REPÓRTER

Jimmy Olsen: Nossa, Senhorita Lane. Como você sempre consegue as melhores matérias?
        Lois Lane: Uma boa repórter não consegue as melhores matérias, Jimmy...
   Perry White:                     ...Um bom repórter faz com que elas fiquem boas.

(Superman, O Filme)

Quem é Superman? O que o define? O Super-herói mais famoso do mundo dos quadrinhos, que completa este ano 72 anos de existência, foi criado em 1938 pela dupla Jerry Siegel e Joe Shuster. O bebê Kal-el, antes de se tornar o herói mais famoso do universo,foi mandado pelos pais Jor-el e Lara para a Terra antes que o seu planeta de origem Krypton explodisse. Através de cristais de seu planeta natal, Superman pode se comunicar com o seu pai através de uma tecnologia avançada e pensar em maneiras de fazer novos salvamentos e ajudar a raça humana. Seu altruísmo, coração puro e inclinação em ver o lado bom das pessoas são alguns dos fatores que aproximaram Superman de Lois Lane.

Superman é mais rápido que uma locomotiva e capaz de saltar de prédios em um só pulo. Seus poderes ainda incluem voar, visão de raio x, visão de calor, super sopro entre outros. E quanto a Lois Lane? Ela é uma mera mortal sem nenhum poder extraordinário exceto o seu super faro jornalístico que, certamente, lhe causa problemas, mas, também, lhe permite  identificar os grandes temas  para investigar.

 E nem todas são sobre o Superman, já que ele nem havia aparecido em Metropolis quando ela investigou sua primeira grande matéria aos 15 anos, antes mesmo de entrar para o Planeta Diário como foi relatado no especial ”O Mundo de Metropolis”, em que cada história era centrada em um personagem diferente que trabalha no Planeta Diário. Na história Minhas Férias de Verão, roteirizado, por John Bryne, onde Lois Lane antes mesmo de conhecer Superman se mete em confusão em busca de uma matéria. Querendo provar para o editor Perry White que era capaz de ser uma boa repórter mesmo sendo tão jovem, ela vai até o escritório de Lex Luthor em busca de provas que o incriminem. Infelizmente, acaba sendo pega, mas, mesmo assim, Lois consegue provas que impressionam Perry que dá a ela o emprego que tanto queria. No mesmo especial, descobrimos que Lois foi a razão porque Clark decidiu fazer jornalismo. Quando ele a vê correndo de bandidos e nota ser uma repórter do Planeta Diário, ele admite que seria uma boa idéia ficar por perto das notícias para saber em primeira mão quando ele precisasse fazer salvamentos como acontece na história centrada em Clark chamada Um Estranho na Cidade

Lois Lane teve diversas representações na mídia ao longo desses 72 anos. De Phyllis Coates (A Primeira Lois Lane a aparecer em um seriado de TV da década de 50), passando por Noel Neil, Margot Kidder, Teri Hather, Erica Durance e por fim, Kate Bosworth (a última Lois Lane até o momento, do filme Superman Returns).

Não importa qual atriz a represente, Lois Lane sempre será a repórter de aço do Planeta Diário, que sempre se mete em confusão em busca de boas matérias investigativas. O que sempre resulta em Superman tendo que resgatá-la de alguma enrascada, embora algumas vezes ela consiga fazer isso sozinha.

 3.1 Histórico Lois Lane – Dos Quadrinhos a TV

[...]Eu prefiro enfrentar o Coringa, Ele desiste ocasionalmente, mas Lane? Nunca. Uma repórter com faro para sangue. (”Birds of Prey #102, 2007,pag. 06)

A primeira aparição de Lois Lane nos quadrinhos coincide com a primeira aparição de Superman nos quadrinhos, na Action Comics #1, de 1938, durante a primeira onda feminista onde as mulheres já estavam conquistando alguns direitos, como o de votar. Escrito por Jerry Siegel e desenhado por Joe Shuster, os criadores do homem de aço certamente criaram uma mulher que viveria em seus próprios termos, e fazendo Lois uma repórter trabalhando em um local e em um emprego totalmente dominado por homens, era algo formidável para a época. Mas Lois provou que não era uma mera secretária que estava no jornal para servir aos homens. Ela tinha instinto jornalístico e conseguia farejar de longe boas historias que renderam depois ótimas manchetes para o jornal.

Nely Bly, famosa repórter investigativa, foi uma das inspirações dos criadores do Superman ao criar Lois Lane, já que a repórter usava bastante a tática de disfarces na hora de investigar suas matérias no século XIX. Segundo Jerry Siegel, um dos criadores do Superman, Lois foi inspirada na jornalista fictícia Torch Blane que apareceu em uma série de filmes da década de 30 e foi interpretada pela atriz Lola Lane em um dos filmes. A personagem tinha o mesmo estilo de Nely Bly. Jerry Siegel, co-criador do Superman revelou à revista “Time Magazine”, em 1988, detalhes sobre a criação da jornalista.  Ele conta que Lois foi inspirada em uma heroína que era uma garota trabalhadora cuja prioridade era conseguir furos jornalísticos.
           “O que me inspirou na criação foi Glenda Farrel, a estrela de cinema que interpretou Torchy Blane, uma repórter em busca de manchetes com personalidade marcante, além de muito bonita. Ela estrelou uma série de filmes e também por causa da atriz Lola Lane (que também interpretou Torchy), me chamou a atenção. Eu batizei a minha personagem de Lois  Lane.” (SIEGEL, 1988)

Mesmo assim, outra grande inspiração para a primeira  Lois Lane  da TV,  veio na década de 40 com o filme Jejum do Amor (1941) estrelado por Rosalind Russell e Carry Grant. Foi a repórter Hildy que era obstinada, tinha faro para notícia, e falava rápido, que inspirou a primeira Lois Lane animada na animação do Superman produzida por Max e David Fleicher.

Quando o movimento feminista mudou a maneira como a sociedade via as mulheres no local de trabalho, os quadrinhos deram a Lois Lane uma razão pessoal para se comportar da maneira como ela se comportava. Na era moderna, Lois ganhou um pai julgador, que preferia ter tido um filho em vez de uma filha. Essa pequena renovação substitui o antigo “Invadindo o Clube dos Homens”, mas ainda assim manteve, o desejo de Lois de se provar como pessoa e repórter. Também fez dela uma pessoa não tão confiável e rebelde aos olhos dos homens autoritários.

Segundo Simone De Beauvoir (1970), desde os tempos primórdios, o mundo sempre foi dominado pelos homens, desde a época das cavernas onde homens batiam em mulheres, mostrando sua superioridade ao escolhê-las para casamento, sem dar a elas a chance de ter uma opção.  À mulher eram impostas as regras criadas pelo homem sem ter a chance de renunciar a elas, já que os mesmos contavam com o privilégio de serem mais fortes que as mulheres.
            “A história mostrou-nos que os homens sempre detiveram todos os poderes concretos; desde os primeiros tempos do patriarcado, julgaram útil manter a mulher em estado de dependência; seus códigos estabeleceram-se contra ela; e assim foi que ela se constituiu concretamente como Outro. Esta condição servia os interesses dos homens, mas convinha também a suas pretensões ontológicas e morais. Desde que o sujeito busque afirmar-se, o Outro, que o limita e nega, é-lhe, entretanto necessário: ele só se atinge através dessa realidade que ele não é.Por isso, a vida do homem nunca é plenitude e repouso, ela é carência e movimento, é luta. Diante de si, o homem encontra a Natureza; tem possibilidade de dominá-la e tenta apropriar- -se dela. Mas ela não pode satisfazê-lo. Ou ela só se realiza como uma oposição puramente abstrata e é então obstáculo e permanece alheia, ou se dobra passivamente ao desejo do homem e deixa-se assimilar por ele; ele só a possui consumindo-a, isto é, destruindo-a. (Beauvoir, 1970,p.177)

Com esse texto, a autora analisa os modos como as mulheres foram historicamente tratadas desde os primeiros grupos sociais. Beauvoir esclarece sobre como era útil para os homens manterem as mulheres dependentes deles, criando códigos que davam prioridades a interesses deles, destruindo, assim, os interesses das mulheres. Elas não tinham voz, não tinham ideais, não tinham lutas, a não ser que fossem implantadas ou sugeridas pelos homens.

Hoje, não só a mulher tem a chance de escolher quem ela quer para matrimônio, como a opção de querer casar ou não. A mulher tem a opção de escolha segundo as suas próprias leis. Ela não é mais submissa às leis patriarcais criadas para mantê-la calada ou confinada em casa à espera da volta do “homem guerreiro”. Hoje, a própria mulher enfrenta obstáculos e luta pelo que acredita, usando os próprios punhos e força. A mulher é tão heroína quanto o homem.
Isso pode ser muito bem visualizado nas primeiras edições das revistas em quadrinhos do Superman, publicadas na década de quarenta. Nelas, Lois Lane, que ainda não era uma repórter tão conhecida ou prestigiada, tem que batalhar por seu lugar na redação de um grande jornal metropolitano, o Planeta Diário, onde serve meramente como assistente ou escrevendo colunas sobre conselhos para mulheres solitárias. Mas Lois queria ser uma repórter de verdade numa era onde a sociedade patriarcal dava mais importância aos homens do que ás mulheres, e concedia aos homens o privilégio de cobrir as melhores matérias. Lois precisou trilhar seu caminho no jornal para conseguir fazer seu nome como repórter.

Dana Delaney, atriz que emprestou sua voz a personagem nas séries de animação Superman Animated e Liga da Justiça/Liga da Justiça Sem Limites , durante a década de 1990 e 2000, lembra que mesmo na década de 1950 quando era esperado de uma mulher somente se casar e ter filhos, com Lois era diferente. Ela não aceitava ordens de ninguém e já tinha uma carreira respeitada naquela época, mesmo, não sendo ainda tão conhecida.

Já Margot Kidder que interpretou a personagem nas décadas de 1970 e 1980 nos filmes Superman I-IV, conta que sua versão da personagem vem de uma época em que as mulheres estavam cada vez mais engajadas na luta do feminismo e da liberação sexual.
Lois Lane é um exemplo claro da mulher emancipada que periodicamente confronta personagens masculinos para que os mesmos lhe dêem o devido valor: seu pai, seu chefe e até mesmo Clark Kent/Superman que como o típico super herói americano/marido ainda vê Lois como uma donzela em perigo que precisa proteger já que a repórter já se meteu em inúmeras enrascadas ao longo dos setentas e dois anos, desde a sua criação em busca de um grande furo de reportagem. 
Desde sua criação em, 1938, Lois Lane começou a sua jornada para ser conhecida como um ícone da cultura popular tendo até músicas e nomes de bandas em sua homenagem, que só mostram a importância da personagem. Com o passar do tempo, não precisa mais de Superman para qualificá-la, ou dar reconhecimento e legitimação. Ela já possui essas qualidades por mérito próprio. Lois tem durado e prosperado por setenta e dois anos , passando por depressões econômicas, recessões, guerras e dúzias de presidentes. Por quê? Porque até Superman precisa de uma heroína.

     E isso só vem provar que os tempos mudam, as atrizes que a interpretam dão nuances novas e diferentes a personagem, mas ela continua a mesma. Esperta, sagaz, sem noção do perigo que corre quando sai em busca de manchetes para boas histórias, mas, mesmo assim, um ícone da cultura popular e um modelo a ser seguido.

             “As vezes me fazem aquela pergunta : por que você foi logo ser jornalista Lois? Costumo dar a resposta que querem ouvir.À parte a imagem atual da profissão, considero o jornalismo uma missão nobre. Fiscalizar o poder e etc. Claro que isso faz parte. Mas não me estendo muito analisando a profissão numa perspectiva mais ampla. A verdade é que estou nessa porque não há nada mais divertido do que fazer os calhordas da vez espernearem.”(Superman #49,2006)[1]

           Como vimos a repórter fictícia Lois Lane não mudou muito ao longo desses 72 anos de existência. Ela começou sua jornada no final da década de 30 como uma mulher de carreira, ganhou sua própria revista durante as décadas de 50 a 70 (Lois Lane – A Namorada do Superman),  onde sofreu um retrocesso onde ela tinha dois objetivos na vida: desmascarar quem na verdade era Superman e se casar com ele. Aliás, no episódio “Persuasion” da nona temporada de Smallville, a série faz uma homenagem a essa fase da personagem, quando Lois é acidentalmente persuadida por Clark, graças a um novo tipo de Kryptonita, a agir como uma esposa tradicional da década de 50 e temos uma cena divertida de Lois preparando o jantar do futuro marido, e sem se importar com a sua carreira jornalística.

Finalmente em 1986, depois do arco chamado Crise nas Infinitas Terras que mudou completamente o universo da DC Comics, Lois e vários personagens da editora foram redefinidos, atualizados e melhorados. Lois ainda era a personagem originalmente criada com todos os seus atributos, mas agora era também uma mulher moderna, sagaz, que fazia de tudo para conseguir uma boa manchete e nada nem ninguém poderia impedí-la de conseguir uma. Ainda tinha o seu lado romântico, mas foi deixado de lado sua obsessão em se casar com o Superman como aconteceu na década de 50 por conta da onda da chamada “baby boom” ou “invasão dos bebês”, que aconteceu na época quando os soldados americanos voltaram para casa depois da Segunda Guerra Mundial.

E mesmo quando ela se tornou oficialmente a “Senhora Superman” em 1996, casando-se com o seu  herói, isso não a desqualificou como jornalista, afinal só ela e os pais de Clark sabiam desse detalhe, para o resto do mundo ela é casada com Clark Kent. Eles ainda são parceiros no jornal, mas muitas vezes investigam e trabalham em matérias diferentes, fazendo com que Lois corra riscos de vida como sempre e tendo seu marido que resgatá-la na maioria das vezes, mas nem todas elas.

3.2 Teri Hatcher –  Jornalista Moderna
                  “Perry, eu sou uma repórter. É isso que eu faço. Se essa é a última grande história para cobrir para a última edição do Planeta Diário, então é isso. Para onde mais eu iria?” (All Shook Up, episodio 10, primeira temporada)

Na década de 90, Lois Lane não é mais conhecida como a eterna donzela indefesa. Ela não só sabe se defender muito bem com golpes de karatê e artes marciais contra bandidos, como também chega a salvar o seu herói Superman quando precisa. Isso tudo em meio as suas investigações que sempre a colocam em enrascadas sem tamanho.   

A série Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman durou de 1993 a 1997 com quatro temporadas, mas as duas primeiras temporadas exploraram a vida profissional da jornalista Lois Lane enquanto ainda conhecia o seu parceiro e futuro marido Clark Kent. Nas temporadas seguintes, os produtores da série deixaram o lado jornalístico como pano de fundo para os encontros e desencontros amorosos do casal de protagonistas.

Lois & Clark foi uma série de TV do tipo comédia romântica dos anos 90,  nos moldes de Casal 20 (Hart to Hart) e A Gata e o Rato (Moonlighting) nas duas décadas anteriores. Com o mesmo estilo de um casal investigando casos estranhos (que depois veio consolidar o gênero com Arquivo X).  A série trazia as aventuras da dupla de repórteres Lois Lane e Clark Kent do Planeta Diário como personagens principais e Superman, o herói e identidade secreta de Clark, como personagem secundário.

E não é só isso. Essa é a primeira vez na história de uma série televisiva sobre o homem de aço em que o nome de Lois Lane aparece na frente do dele nos créditos iniciais, mostrando a importância da repórter no seriado. Ela não era somente a namorada do Superman. Não era mais a mocinha indefesa. Ela estava lá para ajudá-lo também. Ao mesmo tempo em que ficava em apuros por conta de matérias e problemas.

No começo Lois tinha obsessão em entrevistar Superman não só pelo potencial da matéria em si, mas também pelo fato de admirá-lo como pessoa como é mostrado no episódio “Neverending Battle” (episodio 03, primeira temporada) que claramente espelha a mesma entrevista feita no primeiro filme sobre o homem de aço, de 1978, estrelada por Christopher Reeve e Margot Kidder.

Sempre argumentando com Perry, seu editor chefe, pela exclusiva do Superman que deveria sempre ir para ela. Nesse mesmo episódio, ela chega a roubar um furo do colega Clark Kent, se arrependendo depois. Ela acaba aprendendo a lição quando mais tarde, Clark faz o mesmo com ela. Clark também descobre nesse episódio até onde Lois vai em busca de uma boa matéria.
Clark: Lois é sempre agressiva na busca por matérias?
Jimmy: O apelido Cachorra Louca (Mad Dog) Lane lhe diz algo?

Para atriz Teri Hatcher (1994) que interpretou Lois Lane durante as quatro temporadas da série durante a década de 90, o sucesso da personagem se deve ao fato da repórter ter uma fragilidade escondida por trás de seu exterior aparentemente rude.

“Algumas pessoas acharam essa Lois muito dura ou muito agressiva. Eu tenho a minha própria teoria de que algumas pessoas se sentem ameaçadas por uma mulher que possua essas qualidades. Ainda não é uma qualidade popular para uma mulher possuir em um local de trabalho. Embora eu não ache que ela vá ficar menos independente como uma garota com uma carreira. Eu a vejo crescendo e amadurecendo para expressar sua vulnerabilidade melhor.” (HATCHER, 1994.)

Para a atriz que ficou surpresa ao receber tantas cartas de fãs na época por ter sido a primeira atriz a dar um toque sexy a personagem, graças ao famoso ensaio em que ela está embrulhada na capa do Superman, que fez parte do material promocional da série. Aliás, o próprio ensaio foi sugerido pela atriz.

 “Eu nunca entendi porque ser sexy e ter cérebro não funcionam juntos em qualquer mulher de personalidade forte. Eu acho que Lois Lane é uma mulher de personalidade forte porque ela foi escrita como uma típica heroína de história em quadrinhos, mas tem mostrado emoções que os quadrinhos nunca exploraram antes. É uma mistura entre a heroína de quadrinhos e a garota moderna. É um balanço perfeito no roteiro.” (HATCHER, 1995.)

Mas mesmo depois de Lois descobrir a verdade sobre Superman. Que ele e Clark Kent eram a mesma pessoa, depois de passar por inúmeros apuros  por conta de manchetes de primeira página e depois de ter finalmente se acertado com Clark, Lois ainda buscava sempre melhorar. Competindo muitas vezes consigo mesma, querendo ultrapassar limites anteriores. Sempre querendo ser a melhor repórter.

E isso continuou avançando para o século XXI, no novo milênio onde conhecemos uma Lois Lane ainda mais jovem que a versão interpretada por Teri Hatcher.
                               
3.3 Erica Durance – Reencarnação dos Quadrinhos
                   “Eu sou uma repórter. Fazer perguntas está no meu sangue.”( Pandora, episodio 09, nona temporada.)

E na década de 2000, temos uma nova Lois Lane. Mais jovem, mais atrevida, mais sarcástica, mais sexy.  É assim que muitos fãs de carteirinha do seriado Smallville, centrado nas aventuras do adolescente Clark Kent, definem a versão jovem de Lois Lane interpretada pela atriz canadense Erica Durance, que entrou para o elenco da série em 2004 durante a sua quarta temporada.

Mas infelizmente, como tudo na série, teve um processo demorado, a maneira como Lois descobriu sua paixão pelo jornalismo também foi assim. Ela chega a Smallville, no episódio Crusade em busca de pistas sobre o paradeiro da prima Chloe Sullivan que foi dada como morta. O FBI havia fechado o caso e ela só sabia do amigo de Chloe, Clark que também estava desaparecido. Resolvido o problema, Lois é obrigada a ficar na cidade por mais três episódios para completar os créditos necessários para se formar no colégio, já que ela era dois anos mais velha que Clark e Chloe. Nesse meio tempo, ela escreveu para o jornal do Smallville High, The Torch (A Tocha), embora sempre falasse que não tinha interesse na profissão, mas que precisava dos créditos necessários para poder ir para faculdade Metropolis University.

Passam-se dois anos antes de Lois descobrir sua vocação jornalística. Nesse meio tempo, ela se envolveu em casos estranhos, que acabavam levando ela e Clark a investigarem os mesmos na cidade de Smallville ou Metropolis. Entretanto, na sexta temporada, quando uma porta de celeiro cai do céu bem na sua frente (coincidentemente Clark estava doente e espirrou a porta do celeiro da sua fazenda para longe de casa.)  aguçou não só a curiosidade da futura repórter mas despertou seu faro jornalístico. Ela acabou conseguindo emprego em um jornal sensacionalista Metropolis Inquisitor, já que não havia vaga para trabalhar no Planeta Diário até a temporada seguinte onde consegue um emprego de repórter graças à espaçonave da prima de Clark, Kara, que Lois encontra no começo do segundo episódio da sétima temporada.

Durante a sétima temporada, ela investiga casos relacionados à família Luthor sozinha ou com a ajuda do fotógrafo Jimmy Olsen. Já na oitava e nona temporadas quando Clark entra oficialmente para a equipe do Planeta Diário, a dupla Lane & Kent finalmente é formada. E não só isso, os personagens, finalmente, podem ter um relacionamento amoroso na série, como é bem explorado nessas temporadas.

              “Agora que estou aqui com você, sinto mais orgulho de descobrir a verdade do que em ter uma manchete.” (Plastique, episódio 02, oitava temporada)

    
Erica Durance (2004) , que interpreta a heroína no seriado de tevê Smallville, reflete sobre a personagem e por que ela é tão popular. Segundo a atriz, o que mais gosta na personagem é que é também uma heroína. Ela não se vê dependente de outras pessoas, e embora seja salva constantemente pelo Superman, ainda vai tentar sair da situação da sua própria maneira. Para a atriz, o lado bom de interpretar a personagem é que ajudou a torná-la mais confiante. Tornou-se campeã de uma causa, basicamente, de mulheres tomando o controle de suas vidas e sendo independentes — fazendo as coisas e não tendo desculpas.

Erica, também comenta sobre a diferença da sua Lois jovem para a Lois adulta quando começou em 2004:
            “A diferença é que, quando você é mais jovem, é claro que ainda não se firmou na carreira de jornalista. A característica marcante da Lois adulta é a sua tenacidade como repórter, que já aparece na energia que ela traz para Smallville. Ela pode estar numa sala, ver uma situação e dizer ”Muito bem, sei o que preciso e, para consegui-lo de tal pessoa, preciso fazer isso e aquilo.” O truque para retratar Lois é mostrar seu lado humano e vulnerável. A Lois mais velha tem sua fragilidade, mas ela a disfarça com a sua ousadia. A Lois jovem tem outra forma de se mostrar mais forte.”(DURANCE, 2004)

A atriz lembra que o trabalho de Lois como repórter no Planeta Diário faz parte da identidade de Lois,. E que ela se encontrou quando descobriu sua vocação como repórter. E foi essa vocação, a busca pela verdade, por respostas para perguntas difíceis que seduziram Lois para essa profissão.

“Faz parte dela querer ficar no meio do caos. E que melhor maneira de fazer isso enquanto fareja uma matéria? Ela sempre quis achar respostas, e essa é a maneira dela para chegar lá. Ela quer respostas para qualquer tipo de pergunta.” (DURANCE 2009)

Para o final da série, Erica tem algumas idéias de como queria que Lois finalizasse sua jornada.
“Eu quero que ela se torne uma jornalista respeitada, que está constantemente procurando pela verdade. Quero que ela escreva algumas matérias importantes e continue indo nessa direção.” (DURANCE, 2007)

Mas Erica não teve o que reclamar nas últimas duas temporadas quando Lois finalmente, consegue investigações de destaque como aconteceu no episódio especial de duas horas “Absolute Justice” da nona temporada, onde investigou sozinha sobre a organização Xeque-Mate enquanto Clark lidava com os heróis da Sociedade da Justiça. Lois acabou conseguindo uma matéria de primeira página no Planeta Diário graças a sua investigação.
        A décima e última temporada da série começa em setembro e com isso Lois chega cada dia mais perto da grande repórter que todos conhecemos. Ela já está no caminho certo, trilhando seu destino como a repórter de aço que ajuda Superman, enquanto investiga grandes matérias. Agora só falta ela ser indicada ao Pulitzer, seu grande sonho profissional em todas as versões mostradas até agora.



[1]  Lois Lane diz essa frase na edição #49 da revista “Superman” na história “Porto Seguro”, quando ficou trabalhando em casa por estar doente devido a uma gripe forte antes de ser perseguida por um vilão criado por uma organização que planejava dominar o mundo e Lois era um dos alvos. A história é toda narrada pelo ponto de vista de Lois. Ela havia brigado com Clark nessa história porque ele insistia em convencê-la de desistir da matéria perigosa em que ela escrevia.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Direto do Projac (Coluna)

Direto do Projac 
Por Louise Duarte
Eu andei sumida, eu sei. Mas é que não estou muito animada para blogar ultimamente, e o blogger não tem contribuido para isso. Sempre que ia tentar postar uma nova resenha, dava algum problema e eu acabava desistindo até de escrever a resenha. 

De qualquer jeito, como já estamos em 2011, achei que já estava na hora de atualizar o blog. Queria contar uma experiência interessante que tive como figurante da novela Passione da Globo (Ainda não me conformo que não era Ti Ti Ti).

Bom, algumas pessoas já sabem que eu me cadastrei em uma agencia de figuração para ganhar uns trocados enquanto não consigo um emprego, então depois de alguns desencontros telefônicos, finalmente me chamaram para gravar Passione, em cenas com a Clara (Mariana Ximenez) na cadeia!!!!!       
                                                 


Foram dois dias muito cansativos. Especialmente o segundo que foram 14 cenas no total. Cheguei lá as 08 da manhã e só fui sair as 18:30 da tarde em meio a um calor e sol de quase 40 graus no Rio de Janeiro. Isso porque no segundo dia foi externa, ao contrário do primeiro dia onde as gravações aconteceram no Projac com direito a ar condicionado e tudo no cenário da cadeia.  
Isso sem contar que esbarramos no Reynaldo Gianecchini lá. Uma simpatia só. Ele não estava em nenhuma cena quando estava no projac, mas acho que ia gravar alguma coisa. Mariana Ximenez também foi super fofa (diferente de sua personagem maquiavélica e infelizmente não consegui uma oportunidade de tirar foto com ela) dando dicas para o pessoal e praticamente dirigindo suas cenas. Sempre simpática e sorridente mesmo depois de ter gravado muitas cenas. A cena em que a Clara libera as presas para fugirem da prisão é ótima e precisamos refaze-la pelo menos umas cinco vezes seguidas. Correr debaixo daquele sol não foi fácil não. Confira a cena abaixo. 


Vou ver se volto a atualizar o blog com mais frequência, mas estou com vários cursos em vista para esse começo de ano. Vamos ver o que consigo postar por aqui e principalmente se o blogger colabora. Até lá! 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eu Passei A Noite com o Superman (Coluna)

Eu Passei A Noite com o Superman 

Por Louise Duarte

Eu não resisti em escolher esse título para essa coluna, afinal de contas não é todo dia que você tem o Superman em pessoa visitando a sua cidade não é mesmo? Então resolvi dar um break nas resenhas para postar duas colunas em relação a coletiva de imprensa do filme Bed and Breakfast ou Amor Por Acaso como foi traduzido em português. 

Depois de esperar muito pela chegada dos atores, e de esperar também pelos outros jornalistas entrevistarem ele (e tinham muitos na minha frente!) também tive a oportunidade de entrevistá-lo. Dean foi simpático com todos e respondeu todas as perguntas dos jornalistas presentes. 

O ator disse que apesar de amanhã ser a sua última noite na cidade maravilhosa, ainda planeja visitar o Cristo Redentor e passear pelo Rio antes de ir embora, já que ele tem um filho de 10 anos esperando por ele nos Eua. 

Eu consegui entrevistá-lo e depois irei postar a entrevista completa aqui, assim como a resenha do filme, tudo junto. Sem contar as milhares de fotos do evento. Mas como eu ainda preciso transcrever a entrevista, vai ficar para o final de semana. 

Ahhh sim, ainda ganhei um abraço e beijo dele depois da entrevista. Como eu disse, ele é uma fofura de pessoa. O próprio Clark Kent. :D


Eu praticamente sumi nessa foto porque ele é muuuuuito alto. 

Bom, no final de semana eu posto a reportagem sem falta. 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma Otimista Incurável (Coluna)


Uma Otimista Incurável

Como tem tempo que eu não escrevo uma coluna para esse blog, achei que já estava mais do que na hora.

E o assunto dessa coluna é nenhum outro que gosto pessoal. O que faz de uma coisa boa ou ruim. Um produto da Indústria Cultural é bom mesmo como as propagandas  dizem ou só é vendido como tal por conta da publicidade.? Eu tinha um professor de Multimídia Jornalistica que dizia: “Não existe gosto ruim. Existe identificação.” E eu concordo com ele.

Nessa era da internet, da informação rápida,  onde é tao fácil se esconder por trás de uma tela de computador, afirmando que tem o direito de se expressar. Obvio que todos temos. Até ai tudo bem. Mas e quando isso vira uma ofensa para outras pessoas? Aí eu já nao acho tão legal assim.

Nas palavras de Lauren Graham, a eterna Lorelai Gilmore do seriado Gilmore Girls, que hoje está na série Parenthood, Crazy internet People. Ou seja, Pessoas Loucas da Internet. Eu participo de vários fandons e tenho vários amigos neles, com gostos diferentes para música, cinema e TV. Mas vejo o mesmo comportamento entre eles. Ridicularizando ou mesmo debochando de pessoas que gostam de determinado tipo de programa. música, cinema etc. 

E não, esse texto nao é direcionado a ninguém especificamente. É só como eu me sinto. Como eu sempre me senti. Sempre achei essas brigas no fandom de Smallville por exemplo,extremas demais. Precisa tanto? Precisa de ofensas as atrizes para ver quem é o melhor casal?

Talvez mesmo nesse mundo louco, insano, ácido, violento, eu ainda seja otimista. Eu ainda veja o lado bom das coisas como aquela personagem do livro Pollyana. Essa é uma caracteristica minha e nao acho que vá mudar agora.

Hoje porém, eu vejo as coisas diferentes do que via antes, de uma maneira mais critica, mais objetiva, mas ainda mantenho esse otimismo incurável mesmo cercada de tanto pessimismo por todo canto, as vezes até por conta dos meus amigos e familiares.

Na verdade, eu continuo nao vendo nada demais em ser otimista. Qual o problema disso? As pessoas estão tão acostumadas com a violência e não vem nada de bom no mundo? Bom, eu não. Continuo, gostando de coisas belas, alegres e que me façam feliz. Nao vou assistir a determinado programa ou filme porque está na moda. Eu assisto porque me interessou ou porque me dá uma sensação de bem estar. Se um programa começa a me incomodar, e eu nao tenho mais nenhum vinculo afetivo com ele, eu paro de assistir. Simples assim.

E as midias sociais é outro ponto que quero discutir nessa coluna. Midias como Twitter, Facebook, Orkut são ótimas para socializar pessoas e fazer amigos, mas em contrapartida são ótimas também para gerarem mais confusão nesse aspecto. Já vi barracos nesses lugares também, porque as pessoas simplesmente perderam a noção de algo chamado respeito pelo outro. Se eu não gosto do que voce gosta, tudo bem. Mas precisa ofender na frente da pessoa? Precisa brigar? O problema é que muitas dessas pessoas sao egocêntricas demais e querem sempre estar certas e não querendo dar o braço a torcer não enxergam o quanto estão sendo retrógradas.

Acho que todos tem o direito de se expressar sem serem grosseiros, sem com isso desrespeitar a opinião alheia. Acho que pessoas com gostos completamente diferentes, mesmo com algumas similaridades podem conviver harmoniosamente sem que seu convivio vire um campo de batalha.

Então fica a minha dica. Respeite o outro se você quer ser respeitado também. Assim todos podemos conviver em paz, mesmo com gostos diferenciados.