terça-feira, 13 de outubro de 2009

Triangulo Amoroso para Dois - Savior & Metallo (Resenha)



Triângulo Amoroso para Dois


Depois de quatro meses de espera depois uma season finale horrível que acabou com as esperanças de muito fãs ao despachar Lois para o futuro e matar Jimmy Olsen no seriado, eis que chega a nona temporada trazendo novidades no elenco e no formato da série.

A nona temporada começa com Savior, mostrando que Clark não é mais o mesmo. Agora ele passa seus dias, vigiando Metropolis e fazendo seus frequentes salvamentos como o Borrão. Não mais Azul e Vermelho, mas agora preto. Sim, ele usa um uniforme preto que mais lembra o uniforme usado por Batman ou pelo vampirão Angel da série de mesmo nome. Botas de couro pretas, calça jeans, blusa preta com o símbolo da casa de El estampado em azul, além de um sobretudo também preto. É, realmente o nosso herói mudou muito. Não só pelo fato de ter permitido a morte de Jimmy mas também por ter achado que perdeu Lois Lane que está desaparecida por três semanas.

Chloe Sullivan passou as últimas três semanas procurando a prima, Clark e a Liga da Justiça sem muito sucesso pois todos eles continuam desaparecidos. Sua única companhia é o Dr Emil Hamilton (Alexandro Juliani, tendo sua participação cada dia mais frequente na série) que apareceu anteriormente em episódios da oitava temporada e agora é o "Sabe Tudo" de plantão. Cientista renomado do Metropolis Hospital, ele volta a série como um personagem regular dando mais credibilidade aos casos ligados aos salvamentos do "Borrão".

Mas voltando a Lois e Clark. Lois aparece finalmente no meio de uma viagem de trem, vindo de algum ponto do futuro que até ela desconhece. Ela nota sua mão enfaixada e o anel da Legião dos Super Herois em seu dedo. Ela obviamente não lembra de nada. Para onde foi ou o que aconteceu. Ela traz consigo uma passageira surpresa, Alia que também veio do futuro e busca mata-la. Ou pelo menos é o que Lois acha. Mas vamos chegar lá. Durante a viagem, o trem sofre um acidente mas felizmente é salvo por Clark que nota Lois como uma das passageiras. Sua fisonomia muda totalmente de mal humorado para esperançoso. Ele nota a reporter de volta e não consegue evitar escapar um sorriso nos lábios, mesmo que de leve. Lois estava de volta. Para ficar.

Clark salva o trem e volta para a Fortaleza da Solidão onde tem feito seus treinamentos com Jor-el que vem lhe ensinando tudo sobre a tecnologia Kryptoniana mas nota que Clark está distraido. Ele não consegue tirar Lois da cabeça. Jor-el sugere que Clark deva cortar todos os laços com a humanidade para ser um herói melhor. Para ficar focado e sem distraçôes. Mas Lois Lane não é uma distração. Ela no futuro se torna sua parceira, companheira, amante, alma gêmea e sua casa como foi dito nos episódios "Odssey" e "Doomsday" através de simbolismos. Lois é a casa de Clark, sem ela ele fica perdido.

Chloe vai até o Metropolis hospital onde encontra sua prima de volta. Lois começa a tagarelar sem parar que ela marcou um encontro com o Borrão e que precisa falar com ele. Chloe tenta argumentar que precisa conversar com ela sobre um assunto mas Lois não quer prestar atenção (Provavelmente Chloe queria contar a Lois sobre a morte de Jimmy). Lois distrai a prima mais nova e foge do hospital para a cabine telefônica onde marcou o encontro com o herói três semanas atrás. Ela não sabe que passou tanto tempo ainda. O Borrão não aparece, para a tristeza dela que questiona onde ele poderia estar. Clark ainda está na fortaleza treinando com Jor-el. Jor-el monta uma simulação de Clark pulando da Estátua da Liberdade em Nova Iorque e voando. Clark pergunta quando ele irá voar já que Kara tinha os mesmos poderes que ele e voava. Jor-el argumenta que ele irá voar quando estiver pronto e que está tudo na mente dele. Eles começam outra discussão sobre os humanos novamente e Clark se dá conta de que precisa se despedir de Lois.

Enquanto isso, Lois está investigando sobre o acidente de trem notando o simbolo do Borrão (o Simbolo do S do Superman) espalhado pela cidade. Ela nota um homem parado atrás dela, John Corbett(Brian Austeen Green) também investigando o caso que ela acha ser um policial. Eles conversam sobre o Borrão e Lois nota que ele tem uma certa hostilidade em relação ao herói misterioso dizendo que ultimamente ele tem deixado sua marca pela cidade. Não aparece mais em vermelho e azul mas somente o Borrão. Ele rouba um beijo da morena, antes de Lois dar um pontapé nele.

No meio disso tudo, Tess que após abrir a orbita Kryptoniana liberando os Kandorianos é feita prisioneira juntamente com Zod (Callum Blue) já que os kandorianos não gostaram nada ao notarem que não tem os poderes que o sol amarelo os daria. Tess está bastante machucada e aparece que andou apanhando bastante de Zod durante as últimas três semanas. Zod diz a sua clássica frase "Ajoelhe perante Zod" como nos filmes, mostrando que finalmente temos um vilão de peso na série, sem estar envolvido em nenhum triângulo amoroso desnecessário. Esperamos que ele não amoleça com o decorrer da temporada.

Oliver está em uma espécie de Clube da Luta onde além de ter desligado seu celular para o mundo e para os heróis da Liga (E Chloe), voltou a ter suas recaidas como playboy mimado. Lois acaba achando-o ao mesmo tempo que Alia, a assassina que veio com Lois do futuro a acha também. Mas ela não estava atrás de Lois e sim de Clark com que duela em seguida no celeiro da fazenda Kent. Ele descobre que a assassina usava o relógio que perteceu a Jonathan Kent que estava adiantado um ano. Alia diz a Clark que ela teria que mata-lo para impedir que ele destrua o mundo. Eles duelam e Clark acaba vencendo, matando-a instanteneamente. Clark depois se abre com Chloe sobre o ocorrido dizendo que tem um ano para descobrir como ele irá destruir o mundo. Chloe pede a Clark para trazer Jimmy de volta usando o anel da Legião que Lois esqueceu no hospital, mas Clark se recusa dizendo que não é Deus para brincar com o destino dos outros e que ele aprendeu da maneira mais difícil como é perigoso brincar com viagens do tempo já que ele perdeu o pai da mesma maneira.

Lois volta a trabalhar no Planeta Diário notando que seu companheiro de mesa agora é John Corbett, reporter do Planeta também que está ocupando a mesa de Clark que para todos os efeitos está visitando a família em Topeeka. Lois avisa para John não ficar confortável demais na mesa de Clark pois ele irá voltar. Depois que John sai, Clark como Borrão liga para Lois dizendo que ele deveria se despedir dela, e que não deveria mais falar com ela. Mas ele não consegue. Lois vai dormir na cena seguinte e tem um flashback com cenas passadas no futuro de um ano onde ela dorme com Clark, Tess se ajoelha perante Zod, Chloe é assassinada, Oliver enterra alguém.


Já em Metallo, Lois vai até a Fazenda Kent atrás de Clark para notar que ele continua ausente mas percebe que Shelby continua lá e que alguém vem alimentando o cachorro. Ela decide levar o cachorro para seu apartamento para forçar Clark a aparecer e dizer a ela que voltou.

Enquanto isso, John Corbett sofre um acidente terrível ao ser atropelado por um ônibus e quando acorda ele virou um cyborg humano com um coração de Kryptonita, que é o que o mantém vivo. Ele acaba indo parar no Hospital de Metropolis onde o Doutor Hamilton o recebe e nota como fora de controle ele está percebendo que não pode remover o coração de Kryptonita que é o que o mantém vivo. É meio irônico Brian Austeen Green estar fazendo o personagem Metallo já que anteriormente ele fez parte do elenco de "Terminator - The Sarah Connor Chronicles".

Quando o Doutor Hamilton mostra o chaveiro perdido do Planeta para Clark, ele imediatamente pede a ajuda de Lois como o Borrão que nem pensa duas vezes e começa a investigar que funcionário do Planeta pode ter perdido seu chaveiro. Ela acaba chegando inevitavelmente até John Corbett que percebe que Lois trabalhava com seu agora inimigo e a sequestra. Depois de fazer uma checagem com a ajuda dos computadores da Watch Tower (Torre da Liga), Chloe e Hamilton descobrem que Corbett estava no Afeganistão há algumas semanas antes de voltar e descobrir que a irmã dele foi assassinada no mesmo prédio que ele comprou recentemente. Ao chegar lá, Clark descobre que ele chegou a salvar um onibus contendo prisioneiros, um deles acabou fugindo e asssinado a irmã de Corbett. Ele nota a preocupação de Clark com Lois que está desacordada no chão depois de ser jogada contra a parede pelo vilão e ameaça mata-la para se vingar de Clark, mas Clark consegue neutraliza-lo depois de colocar um colete de aço no lugar onde ficava seu coração de Kryptonita, quando Metallo o remove sem querer, matando-o instantaneamente.

Chloe informa a Clark, que Tess so readmitiu Lois para saber o que ela sabe sobre o futuro já que colocou um equipamento de spyware em seu computador. Clark decide voltar como "Clark Kent" para trabalhar no Planeta já que percebe que Chloe está certa. Ele precisa de seu "disfarce" humano para poder ficar de olho em Lois e descobrir o que ela sabe sobre o futuro. Lois recebe Clark com um abraço e entusiasmada, conta a ele sobre as novidades do Borrão. Clark sorri e presta atenção a cada palavra que ela fala.

Essa temporada começou bem, com o pé direito. Focado totalmente na mitologia do homem de aço apesar de mostrar Clark ainda um pouco perdido quanto ao seu destino mas ao mesmo tempo querendo fazer diferença em seu planeta adotivo, espalhando o simbolo da Casa de El pela cidade. Ele começa a se dá conta que está se apaixonando por Lois mesmo que não queira admitir inicialmente mas como Chloe o relembra, foi só Lois aparecer de volta que ele se tornou previsível como sempre, conversando com ela e procurando pela reporter em cabines telefônicas.
E nessa temporada, finalmente teremos o triângulo amoroso para dois famoso dos quadrinhos: Clark/Lois/Superman que em Smallville por enquanto está como Clark/Lois/Borrão. Espero que até o final da série a DC Comics autorize chamarem ele de Superman. Esse é o triângulo clássico em que Lois está apaixonada pelo Superman/Borrão enquanto Clark está apaixonado por Lois sem que Lois saiba que ele é o Superman. Por isso tem esse nome. Lois está apaixonada por dois homens diferentes que na verdade são duas facetas diferentes do mesmo homem. E o mais legal da história é Clark sentindo cíumes dele mesmo. É um barato! Eu sempre me diverti com esse triângulo em outras versões e já estou me divertindo bastante nessa de Smallville também. Porque sinceramente, esse é o único triângulo que os fãs do Superman que assistem a série querem ver.

Mais colunas de Smallville nas próximas semanas. Coluna de Rabid sai ainda essa semana. Até lá.

Dia de Fã (Coluna)

(Na foto, Ana, Meg Cabot e Eu)

Dia de Fã


E eis que finalmente a foto tão aguardada com a Meg Cabot aparece, no site da Galera Record. Sim, essa é a mesma foto que eu fiquei 5 horas na fila da Bienal do Livro para poder conseguir tirar a tão sonhada foto com uma das minhas autoras favoritas. É emocionante poder conhecer um dos seus autores favoritos pela primeira vez, e essa foi a minha primeira vez.


Para quem acha que a Meg so escreve para adolescente, ledo engano. Ela é uma autora fantástica que consegue captar com perfeição a linguagem para cada público que escreve. Infantil, adolescente e Adulto. Eu já li boa parte dos livros da Meg que vão desde "O Diário da Princesa( série de 10 livros que a levou a fama)" até "Rainha da Fofoca", "Tamanho 42 Não é Gorda"(Que estou lendo no momento) além de "Avalon High", "Sorte ou Azar", "Garoto Americano" entre outros títulos, muitos deles ainda inéditos no Brasil.


Apesar dos pesares, das filas enormes e de todos os problemas que ocorreram na Bienal (antes, durante e depois do dia da Meg), eu digo que valeu a pena ficar naquela fila quilômetrica para conseguir os autógrafos da Meg. Além dela ser uma ótima escritora, ela também é um amor de pessoa e muito simpática arriscando até um "Obrigada" em português. Poucos autores estrangeiros teriam a simpatia dela depois de ficar 5 horas assinando autográfos e tirando fotos com fãs, mas Meg manteve a simpatia até o último livro assinado, o que so prova que ela é mesmo uma princesa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Luluzinha Teen (Resenha)

A Turma da Luluzinha Também cresceu !


Depois da Turma da Mônica crescer e ganhar uma versão adolescente, agora é a vez da turma da Luluzinha ganhar as páginas de mangá em uma versão moderna e atualizada para ao século 21.

Muita coisa mudou, mas outras nem tanto assim. Luluzinha continua destemida e determinada como era quando criança, com seus belos cachinhos que são sua marca registrada. Bolinha, seu amigo desde criança com quem vivia travando brigas de meninos VS meninas, agora é conhecido como Bola. Emagreceu e possui uma banda, embora cante muito mal. Glorinha é antenada em moda enquanto Aninha “Melhor Amiga para Sempre ou M.AP.S segundo Lulu é viciada em games para Internet.

Outros personagens como Alvinho, Careca e até Carlinhos (ou Carlão) primo do Bola também apareceram na primeira temporada (as quatro primeiras edições do mangá) que contam com a participação da cantora Pity no episódio piloto da nova série.

Apesar das comparações com a turma da Mônica, podemos notar as diferenças entre ambas ao começar a ler as histórias, apesar da turma da Mônica ter crescido, a linguagem continua sendo mais direcionada para o público infantil enquanto que a linguagem da Turma da Luluzinha é completamente direcionada ao público jovem. Ambas são ótimas novas remodelações de personagens conhecidos há mais de 60 anos o que sempre gera uma certa desconfiança do público fiel dos dois gibis.

Mas vale lembrar que os tempos são outros, todo mundo cresce, evolui, amadurece. Inclusive os personagens de quadrinhos. E parece que não vão parar por ai. Já tem um “Popeye Jovem” pronto para invadir o mundo dos mangás brasileiros também. Para nossa sorte, todos eles têm a vantagem de que não precisaremos ler como os orientais, de trás para frente, podendo ler as estórias da maneira ocidental mesmo.

Drop Dead Diva (Resenha)

Drop Dead Diva

o que acontece quando a aspirante a modelo fútil e loira Deb Dobson (Brooke D'Orsay) se vê presa no corpo de uma advogada brilhante embora com a auto-estima baixa por causa do seu peso? É a receita do novo show do canal Lifetime estrelada pela novata Brooke Elliott que consegue incorporar bem a ex-modelo no corpo da gordinha Jane Bingum da série.

Tudo começa quando Jane e Deb sofrem acidentes simultaneamente morrendo ao mesmo tempo por diferentes razões. Deb então é mandada ao céu onde percebe por conta do anjo Fred que não fez boas ou más ações o suficiente e que por isso é considerada uma pessoa fútil e que não poderia ficar no céu ou inferno. Insatisfeita com o tratamento que recebeu, Deb pressiona o botão de "retorno" do computador angelical e volta para terra, mas indo parar no corpo de Jane.

Tentando se adptar a uma nova vida e a um novo guarda roupa, Deb começa a perceber que não possui somente o corpo de Jane, mas também um cérebro. Um cérebro brilhante treinado para questões e julgamentos complicados.

O seriado lembra um pouco o filme "Legalmente Loira" mas com um twist diferente misturando comédia, drama e fantasia. As coisas complicam um pouco para Deb quando seu antigo namorado começa a trabalhar na mesma firma onde Jane trabalhava, fazendo com que a permanência dela no novo local de trabalho fique um pouco mais difícil sem contar com colegas de trabalho que obviamente são a razão da baixa estima de Jane.

O seriado teve uma primeira temporada com 13 episódios e já assinou contrato para outra temporada iniciando em 2010.

Drop Dead Diva mostra que o que realmente importa, é a beleza interior.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Meg Cabot reina na Bienal do Livro

Quem esteve no último domingo dia 13 de Setembro, no primeiro final de semana da edição XIV da Bienal do Livro que acontece de dois em dois anos no Rio centro, teve uma surpresa ao ver gritarias de adolescentes usando tiaras de princesa na cabeça. Não, não se tratava da rainha dos baixinhos Xuxa Meneguel que esteve no local dois dias antes, mas sim de Meg Cabot que já lançou 32 livros no Brasil contabilizando um total de 15 milhões de exemplares vendidos, 800 mil somente aqui.

Domingo foi o dia escolhido pela escritora norte-americana Meg Cabot (autora do Best-seller “O Diário de Princesa”) se apresentar no evento com duas palestras além de uma sessão de autógrafos o que gerou filas quilométricas para ambas as atrações o que deixou muita fã decepcionada por não ter podido comparecer a ambos.

Já no começo do evento, depois das portas terem sido abertas as dez da manhã, fãs da autora correram até o estande da editora Record que publica os livros de Meg no Brasil (além da série O Diário de Princesa ela também escreveu Rainha da Fofoca, A Mediadora, Tamanho 42 não é Gorda, Sorte ou Azar, Avalon High entre outros.) para conseguir a senha e garantir um lugar na fila de autógrafos, enquanto outros se dirigiram diretamente para onde Meg Cabot iria dar a palestra as 15 da tarde.

Mas nem o calor e a espera desanimaram as fãs. Como a tarde de autógrafos só aconteceria às 17 horas por conta do atraso da palestra (Meg precisou fazer uma sessão extra por conta da quantidade de fãs que lotaram o auditório Euclides da Cunha no Pavilhão Azul), a fila começou a se formar antes mesmo das 16 horas, o que resultou em uma espera de mais de cinco horas para conseguir o tão aguardado autógrafo, além de ter a chance de falar com a escritora de pertinho e tirar uma foto que será colocada no site flickr do evento da Bienal.

Mas a espera valeu a pena no final das contas. Meg se revelou ser uma pessoa simpática, divertida e adorável, arriscando até um português ao agradecer as fãs com um “Obrigada!” com sotaque americano. Uma graça. Ela ficou impressionada como os autores são tratados como “astros do rock” por aqui e ficou feliz de saber que os brasileiros gostam de ler por conta da quantidade de gente que foi até o Rio Centro participar do evento para comprar livros ou ver seus autores favoritos.

A Bienal do Livro vai até o dia 20 de Setembro no Rio Centro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Harper's Island (Resenha)



Um Por Um...

Quando Abby Mills (Elaine Cassidy) volta a ilha Harper para celebrar o casamento de seu melhor amigo de infância Henry Dunn (Christopher Gorham) com Trish Wellington (Kate Cassidy), ela não podia imaginar que o que começou como uma celebração feliz entre amigos, iria se tornar o pior final de semana de sua vida.

Abby ainda não esqueceu o passado e o porque foi embora da ilha Harper onde cresceu com seu melhor amigo, Henry. Sua mãe e mais cinco pessoas foram asssinadas de maneira cruel por John Wakefield, um assassino em série que foi morto por seu pai, o xerife Charlie (Jim Beaver)

A principio tudo parecia só alegria na ilha com direito a despedida de solteiros para o noivo e para noiva, spas, passeios românticos para os casais além de reever seu velho namorado Jimmy e seu pai Charlie. Mas logo Abby se dá conta que cada um dos convidados estão sendo eliminados, um por um.




Segredos acabam vindo a tona quando os convidados começam a se dar conta do que está acontecendo quando o pai de Trish é assassinado durante o ensaio do casamento, quando o candelabro cai em cima dele, matando-o instanteamente. Das duas uma: Ou John Wakefield está vivo ou eles tem um imitador nas mãos, reecriando os crimes do assassino em série.



Cal & Chloe são sem dúvida nenhuma o casal mais adorável ao mesmo tempo que engraçado da mini série. Tentando fazer uma proposta de casamento desde o piloto, o jovem médico mostra ser um dos personagens mais heroicos, altruistas e de bom caracter do seriado, sempre pensando no bem estar de sua amada, a quem se declara apaixonado constantemente. A cena em que Chloe pega sua aliança de volta, depois de fingir ser amante do pescador que havia achado na praia, é sem dúvida nenhuma impável, mas a melhor cena entre o casal infelizmente fica para a cena de despedida deles ao melhor estilo de William Shakespeare ao som da música "Letters from the Sky" da banda Civil Twilight.

Com várias reviravoltas de tirar o folêgo, além de sustos vindo das maneiras mais inesperadas, Harper's Island provou ser uma inspiração melhorada do clássico filme de terror "A Noite das Brincadeiras Mortais (April Fools Day) da década 80. Alias, os dois tem algumas conexões. A Ilha do filme, é a mesma usada para locação da série. Ambos usaram depoimentos em video, além do fato da boneca inflável de Sully se chamar Muffy, que era a host do filme.

Escritas para ser uma série de somente 13 episódios, Harper's Island concluiu sua saga no décimo terceiro episódio que foi ao ar Sábado passado nos Estados Unidos, exibido pelo canal americano CBS. Com os episódios duplos "Gasp" e "Sigh", mais revelações são feitas quando descobrimos que John Wakefield não só está vivo mas como teve um filho com a mãe de Abby. Abby já sabia que sua mãe tinha tido um caso com o assassino e até chegou a questionar se era ela a filha do cruel assassino. Mas quando Madison, a garota das flores que havia sido sequestrada por ele alguns dias antes, revela que ele tinha um cúmplice e Abby descobre sobre ter um meio-irmão, algumas peças começam a ir se encaixando aos poucos ao mesmo tempo que todas as evidências começam a apontar para Jimmy, como cúmplice de Wakefield.


Harper's Island é sem dúvida nenhuma a melhor série de terror desde a primeira temporada de Supernatural. O DVD vai sair em Setembro, recheado de extras que incluem cenas deletadas, comentários e entrevistas. Imperdível para qualquer fã do gênero.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Glee (Resenha)


Glee

A nova temporada Americana ainda nem estreou e “Glee”, seriado novo criado por Ryan Murphy (criador de Nip/Tuck e Popular) já vem causado alvoroço na Internet com as copias vazadas da Fox.

Glee pode ser classificado como uma dramédia musical. Na era de American Idol e High School Musical, Ryan Murphy resolveu incrementar o tema clichê de colégios americanos que sempre tem os mesmos tipos de histórias: O jogador de futebol bonzinho, a cheerleader má, o nerd perseguido e por ai vai. Junta-se todos esses ingredientes com diálogos apimentados de humor negro, trilha sonora perfeita e atores que também cantam e temos uma obra prima nas mãos !

O seriado é estrelado por atores novatos, embora muitos rostos não sejam tão desconhecidos assim, pois eles já foram vistos em outras séries americanas. Estrelado pelos novatos Lea Michelle, Cory Monteith, Matthew Morrison, Jayma Mays entre outros. O elenco mostra uma ótima química além de potencial para futuros episódios.

Sim, porque o foco da série é o grupo de teatro “Glee” que juntam os estudantes neuróticos mais “fracassados” embora talentosos da escola, além de um jogador de futebol. O grupo é liderado pelo professor Will que vê potencial em sua turma ao mesmo tempo em que tenta se ajustar com as neuroses da mulher Terri. Will tenta trazer o clube “Glee” aos seus dias de glória embora vá topar com outros membros da escola que estão dispostos a ver o clube fracassar.

Glee tem Rachel e Finn como os principais cantores do grupo. Rachel que canta desde que nasceu quer que o grupo seja perfeito, já que ela não admite erros e Finn que foi colocado no grupo depois de ser ameaçado ser expulso da escola por Will já que sabia que o garoto não se juntaria a eles por livre e espontânea vontade.

As musicas são perfeitas para ilustrar cada cena. Começando com cada musica escolhida por cada participante a entrar no “Glee’.

Músicas clássicas de musicais também podem ser ouvidas ao longo do episódio como “Mr Cellophane (Chicago)” “On My Own (Lês Miserables)”, “One (Chorus Line)”, “Sit Down and Rock the Boat (Guys and Dolls)” e “You are the One I want(Grease)”. O episodio também conta com músicas mais contemporaneas como as principais sendo “Rehab” de Amy Whitehouse e “Don’t Stop Believin” do Journey além de “I can’t fight this feeling” do REO Speedwagon, “I kissed a girl” de Katy Pery, “Lovin, Touchin, Squeezing” também do Journey entre outras.


O mais difícil agora vai ser ter que esperar quatro meses até a estréia oficial em Setembro para assistir a temporada completa de “Glee”. Porque depois de um piloto espetacular como esse, a espera com certeza vai ser muito demorada...

Mas os próximos episódios prometem ser tão bons quanto o piloto, em um deles teremos a participação especial de Kristen Chenoweth (a Olive de Pushing Daisies) cantando uma das músicas de "Cabaret".

Também já está disponível na Internet, uma versão que não foi ao ar do piloto, com 10 minutos a mais que incluem duas cenas musicais inéditas, incluindo do professor Will cantando. Imperdível embora eu ainda prefira o piloto original. Mas é sempre bom ver cenas novas enquanto se espera para a temporada estrear oficialmente.

Uma coisa é certa, depois de “Glee” a televisão não será mais a mesma...