sexta-feira, 22 de maio de 2009

Glee (Resenha)


Glee

A nova temporada Americana ainda nem estreou e “Glee”, seriado novo criado por Ryan Murphy (criador de Nip/Tuck e Popular) já vem causado alvoroço na Internet com as copias vazadas da Fox.

Glee pode ser classificado como uma dramédia musical. Na era de American Idol e High School Musical, Ryan Murphy resolveu incrementar o tema clichê de colégios americanos que sempre tem os mesmos tipos de histórias: O jogador de futebol bonzinho, a cheerleader má, o nerd perseguido e por ai vai. Junta-se todos esses ingredientes com diálogos apimentados de humor negro, trilha sonora perfeita e atores que também cantam e temos uma obra prima nas mãos !

O seriado é estrelado por atores novatos, embora muitos rostos não sejam tão desconhecidos assim, pois eles já foram vistos em outras séries americanas. Estrelado pelos novatos Lea Michelle, Cory Monteith, Matthew Morrison, Jayma Mays entre outros. O elenco mostra uma ótima química além de potencial para futuros episódios.

Sim, porque o foco da série é o grupo de teatro “Glee” que juntam os estudantes neuróticos mais “fracassados” embora talentosos da escola, além de um jogador de futebol. O grupo é liderado pelo professor Will que vê potencial em sua turma ao mesmo tempo em que tenta se ajustar com as neuroses da mulher Terri. Will tenta trazer o clube “Glee” aos seus dias de glória embora vá topar com outros membros da escola que estão dispostos a ver o clube fracassar.

Glee tem Rachel e Finn como os principais cantores do grupo. Rachel que canta desde que nasceu quer que o grupo seja perfeito, já que ela não admite erros e Finn que foi colocado no grupo depois de ser ameaçado ser expulso da escola por Will já que sabia que o garoto não se juntaria a eles por livre e espontânea vontade.

As musicas são perfeitas para ilustrar cada cena. Começando com cada musica escolhida por cada participante a entrar no “Glee’.

Músicas clássicas de musicais também podem ser ouvidas ao longo do episódio como “Mr Cellophane (Chicago)” “On My Own (Lês Miserables)”, “One (Chorus Line)”, “Sit Down and Rock the Boat (Guys and Dolls)” e “You are the One I want(Grease)”. O episodio também conta com músicas mais contemporaneas como as principais sendo “Rehab” de Amy Whitehouse e “Don’t Stop Believin” do Journey além de “I can’t fight this feeling” do REO Speedwagon, “I kissed a girl” de Katy Pery, “Lovin, Touchin, Squeezing” também do Journey entre outras.


O mais difícil agora vai ser ter que esperar quatro meses até a estréia oficial em Setembro para assistir a temporada completa de “Glee”. Porque depois de um piloto espetacular como esse, a espera com certeza vai ser muito demorada...

Mas os próximos episódios prometem ser tão bons quanto o piloto, em um deles teremos a participação especial de Kristen Chenoweth (a Olive de Pushing Daisies) cantando uma das músicas de "Cabaret".

Também já está disponível na Internet, uma versão que não foi ao ar do piloto, com 10 minutos a mais que incluem duas cenas musicais inéditas, incluindo do professor Will cantando. Imperdível embora eu ainda prefira o piloto original. Mas é sempre bom ver cenas novas enquanto se espera para a temporada estrear oficialmente.

Uma coisa é certa, depois de “Glee” a televisão não será mais a mesma...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Jimmy Olsen Blues


Jimmy Olsen Blues

Atenção pare de ler essa coluna se você não assistiu a season finale de Smallville, “Doomsday” .

Como diria os personagens do desenho animado South Park, “Meu Deus! Eles mataram Jimmy Olsen! Aqueles bastardos!”

Para quem já assistiu a season finale de Smallville, entitulada “Doomsday” sabe do que essa coluna se trata. É uma despedida a um dos meus personagens favoritos nos últimos três anos: Jimmy Olsen interpretado por Aaron Ashmore. Jimmy, o famoso fotografo do Planeta Diário é morto pelas mãos de Davis Bloom logo após descobrir o segredo de Clark. Mas não fica por ai, o twist do episódio é que ele não era o verdadeiro icônico Jimmy Olsen dos quadrinhos, mas sim o irmão mais velho do verdadeiro Jimmy que tem 12 anos no momento e com isso é mais novo que Lois e Clark, como a DC queria desde o começo.

Mas eu vou deixar a minha amargura de lado por um instante e falar do personagem que nos encantou nas últimas três temporadas.

Jimmy Olsen, interpretado por Aaron Ashmore, chegou a Smallville no episódio “Zod”, season premiere da sexta temporada. Jimmy já havia sido mencionado antes na série, quando Chloe conta Lana que perdeu a virgindade com um interno do Planeta Diário chamado Jimmy na época que estagiou no Planeta.

E a primeira cena de Jimmy na série é exatamente um reencontro com Chloe que quase acerta uma bala na cabeça dele. Ele fica sem graça achando que ela está atirando porque ele não telefonou para ela. Durante um terremoto que quase acaba com a cidade, no final eles acabam se acertando quando Jimmy conhece Clark Kent que já de cara nota algo entre os dois.

Jimmy já entra também trabalhando como fotografo no Planeta Diário sempre seguindo Clark e Chloe. Mas as vezes também toma iniciativa para tentar descolar as próprias manchetes como acontece no episódio “Fallout” em que ele investiga Lex Luthor e os símbolos Kryptonianos que Lex tinha posse, achando que Lex trabalhava com os egípcios na época.

Boa parte do começo da sexta temporada foi devotada ao romance de Jimmy com Chloe que não faz parte dos quadrinhos, mas obviamente seria uma maneira de Smallville interpretar o romance que Jimmy tem nos quadrinhos com Lucy Lane, irmã de Lois. Troca-se a irmã pela prima e pronto. Tudo resolvido.

Jimmy também se sentiu ameaçado pela constante presença de Clark na vida de Chloe, já que Chloe sempre vinha pedir ajuda de Clark nos momentos mais inoportunos.

Mas foi a partir do episodio “Hydro” em que as cenas de Jimmy começaram a ficar mais icônicas quando ele se junta a Lois Lane para tentar desmascarar o Arqueiro Verde. Claro que nenhum dos dois contava com Clark e Oliver que se juntaram para tentar enganar os dois, quando Lois e Clark (disfarçado de Arqueiro Verde) trocam o primeiro beijo do seriado que deixou Clark abobalhado minutos depois do beijo. Para surpresa de Jimmy ele não foi capaz de identificar o herói, mas serviu como uma ótima cena entre Lois, Clark e Jimmy. Claro que o primeiro beijo entre eles tinha que ser fotografado por Jimmy Olsen.

Jimmy volta em “Crimson” quando tenta animar uma deprimida Lois que após terminar com Oliver, está irritada com o dia dos namorados. Clark também não está querendo muito papo com o feriado romântico. Jimmy notando a solidão dos dois, tenta bancar o cupido entre os dois, sabendo que eles têm química e formariam um ótimo casal. Alias essa não foi a única vez que Jimmy tentou bancar o cupido entre eles na série.

Em “Noir”, Jimmy tem um episodio dedicado só para ele já que o episodio é centrado no personagem. Após ser nocauteado por um dos bandidos que queria a foto que Jimmy havia tirado provavelmente de um dos objetos pelo qual Lana quase foi assassinada, Jimmy sonha que vive em Smallville na década de 40 onde o episodio foi filmado totalmente em preto e branco, além dos atores usarem roupas de época. Jimmy está a perfeita encarnação de Humphrey Bogart no episodio especial que inclusive ganhou o prêmio Leo Award como melhor produção cinematográfica para uma série.

O fotógrafo volta no terceiro episodio da sétima temporada com um novo propósito, dessa vez ele será o centro do triangulo entre ele, Chloe e Kara, prima de Clark e futura Supergirl. Nos quadrinhos Jimmy também tem um romance com Kara.

Ao mesmo tempo em que está com o seu coração dividido entre Chloe e Kara, especialmente por conta de Chloe não se abrir com ele em relação ao seu poder de “Infectada”, Jimmy também divide com Lois momentos ótimos e divertidos quando eles investigam primeiro o assassinato de Patrícia Swan e depois o de Lionel Luthor quando vão parar em uma fria, literalmente quando eles são trancados dentro de um frigorífico e cabe a Clark salva-los no melhor estilo Superman.

Além de ter cenas icônicas com Lois, Jimmy também tem algumas no mesmo estilo com Clark como nos episódios “Hero”, “Sleeper”, “Apocalypse” e “Tresspass” em que os futuros amigos investigam juntos sendo que alguns deles acabam rendendo matérias como é o caso de “Hero” em que Jimmy investiga sobre o amigo do colegial de Clark Kent, Pete Ross.

Já em “Sleeper”, temos outro episodio centrado em Jimmy. Dessa vez ele é uma versão de James Bond, com direito a aparatos eletrônicos, gravatas com soníferos e muito mais. No melhor estilo Sr e Sra Smith, Chloe e Jimmy escondem segredos um do outro quando a Segurança de Defesa Doméstica contrata Jimmy para espionar Chloe achando que ela seja uma terrorista e uma ameaça para o pais. A cena deles dançando tango é sem dúvida nenhuma a melhor do episódio já que Jimmy consegue distrair Chloe durante a dança enquanto copiava dados de seu celular.

No final das contas, eles acabam se acertando de vez, o que dá o gancho para a season finale “Artic” quando Jimmy concorda em trabalhar para Lex para evitar que Chloe seja mandada para a prisão, mas se sente mal em ter que mentir para Lois para tirá-la da cola de Lex. Ao desfazer o acordo com Lex, acaba fazendo com que Chloe seja presa no momento em que decide pedi-la em casamento.

A oitava temporada começa com o ano do noivado de Jimmy Olsen e Chloe Sullivan quando Chloe aceita o pedido de Jimmy no final de “Odssey”, mas também o ano de Lois & Clark além de Doomsday. A criatura que literalmente mata o relacionamento de Jimmy e Chloe.

Enquanto os escritores fazem de tudo para deixar bem claro que Chloe não sente mais nada romanticamente por Clark em episódios como “Instinct” e “Commited”, eles trazem um novo triangulo ao colocar Chloe entre Jimmy e Davis Bloom, que se transforma na criatura Doomsday quando tem blackouts e acaba matando pessoas inocentes na rua.

Nesse ano também, Jimmy começa a investigar sobre o “Borrão Azul e Vermelho”. Nome tosco que deram a segunda identidade de Clark já que não podem usar ainda o nome Superman na série. Jimmy chegou perto de descobrir a identidade secreta de Clark em “Identity”, mas Clark conseguiu despistá-lo com a ajuda de Oliver que pagou o favor que pediu a Clark em “Hydro”.
Em “Bride” que deveria ter sido o dia mais feliz da vida dele se torna uma tragédia. Jimmy é seriamente machucado pelo monstro Doomsday e é levado para Star City por Lois Lane após Chloe ter sido seqüestrada pela criatura. Passam-se quatro meses sem nenhum episodio com Lois ou Jimmy durante o arco dos infernos, arco apelidado dos fãs que traz a volta de Lana Lang para mais quatro episódios. Os piores da historia da série.

Quando Jimmy finalmente volta para Metropolis em “Turbulance” ele ainda está sob cuidados médicos no hospital de Metropolis e tomando medicamentos pesados. Após testemunhar Davis matando uma pessoa e tentar avisar Chloe que acaba lhe dando um choque para proteger Jimmy, ele se dá conta que Chloe não é mais a mulher por quem ele se apaixonou e termina o relacionamento deles. De vez além de ter pedido demissão do Planeta Diário mas não sem antes dar informações a Tess da verdadeira identidade de Davis.

Era para ele ter voltado em “Hex” mas ninguém sabe o motivo das cenas dele com Erica Durance que interpretou Chloe no episodio foram cortadas já que foi divulgada uma foto da cena em que Chloe no corpo de Lois abraçava Jimmy.

Ele volta em “Stiletto” quando é mostrado que Jimmy trabalha como barman no clube “Ace of Cubs” ao mesmo tempo em que ajuda Lois com as fotos de “Stiletto”, heroína que Lois criou para atrair o Borrão Azul e Vermelho.

No episódio seguinte “Beast”, Jimmy está no fundo do poço ao mostrar estar viciado nos analgésicos que andou tomando durante toda a sua estada no hospital e querendo dinheiro para comprar mais. Até interrompe uma reunião importante de Oliver para lhe pedir ajuda. E depois de ser torturado por Davis junto com Oliver, o bilionário loiro acaba oferecendo um emprego para o fotografo, mostrando que ele tem fé no jovem. Isso claramente foi outra forma de espelhar o relacionamento de Oliver com Connor Hawke, seu filho adotivo nos quadrinhos e que foi viciado em heroína por um tempo.

E infelizmente para o desapontamento de muitos fãs, Jimmy morre no final de “Doomsday”. Muitos fãs já sabiam que duas pessoas iriam morrer no episódio há alguns meses, mas ninguém podia imaginar que poderia ser o Jimmy já que ele está vivo e bem vivo nos quadrinhos. Jimmy que trabalhava para Oliver esbarra em Lois na sala de Tess ao tentar rastreá-la e encontrar uma maneira de achar Chloe e Davis. Ele acaba descobrindo o segredo de Clark de vez (uma pista obvia de que ele iria morrer!), faz as pazes com Chloe antes de ser morto a sangue frio por Davis que o mata com uma barra de ferro no estomâgo.

O que mais doeu de ver a cena da morte de Jimmy não foi a cena em si, mas sim o funeral quando descobrimos que o Jimmy Olsen que conhecemos há três anos não era o verdadeiro Jimmy Olsen, mas sim o irmão mais velho do Jimmy Bartholomew Olsen que hoje tem 12 anos e para quem Chloe entregou a câmera de “Henry” James Olsen, que era como o Jimmy de Smallville se chamava. Isso foi como levar um tapa na cara além de uma tremenda falta de respeito com o trabalho de Aaron Ashmore fez ao longo de três anos já que nem o próprio ator sabia dessa virada na vida do personagem.

Não importa o que os produtores de Smallville tentem dizer, justificar, explicar já que segundo eles a DC Comics quer alinhar a série com os mitos dos quadrinhos do Superman. Mas para mim está um pouco tarde para isso. Matar o personagem já foi dose, agora dizer que ele não era o verdadeiro me parece muito aquela teoria estúpida de que a Lois iria morrer e a Chloe tomar o a vida e a carreira dela.

Mas nada disso importa, Aaron Ashmore será sempre o Jimmy Olsen de Smallville. O Jimmy Olsen dessa nova geração de fãs de Superman. Isso, eles não podem mudar.

Jimmy era engraçado, divertido, romântico (provavelmente o personagem mais romântico da série) e completamente adorável.

Descanse em paz, Jimmy. Vamos sentir muito a sua falta !

terça-feira, 12 de maio de 2009

Jornalistas na TV, Cinema , Livros e Quadrinhos


Jornalistas na TV, Cinema , Livros e Quadrinhos

O jornalismo sempre foi uma profissão que acima de tudo procurou mostrar a verdade para o seu público, mostrando jornalistas investigando, organizando fatos enquanto escreviam suas matérias e futuros grandes furos.

Na mídia em geral, tivemos grandes jornalistas representando essa profissão em diferentes lugares. Dos livros, passando por quadrinhos e pulando diretamente para as telas da televisão e cinema.

O jornalismo começou a ganhar espaço já no final da década de 30 quando Jerry Siegel e Joe Shuster criaram Superman e seu alter-ego o jornalista Clark Kent além de sua parceira Lois Lane e do fotógrafo Jimmy Olsen. Ambos foram interpretados por inúmeros atores nos últimos setenta anos tanto na tevê como no cinema, mostrando um lado investigativo do jornalismo, onde na esperança de conseguirem grandes furos jornalísticos, acabaram se metendo em enrascadas, tudo em nome da profissão.

E aparentemente, Lois Lane e Clark Kent não são os únicos jornalistas dos quadrinhos. Vic Sage, conhecido como o Questão da Liga da Justiça é um famoso Repórter de Tevê além de Vick Vale, namorada de Bruce Wayne nos quadrinhos do Batman que é uma fotojornalista. Outro fotojornalista famoso nos quadrinhos é Peter Parker, também conhecido como Homem Aranha. Ele tira fotos do Homem Aranha para poder bancar a própria independência e não podemos esquecer da repórter de TV de Central City Linda Parker West, casada com Wally West, o Flash.


No cinema, tivemos grandes adaptações de famosos livros que renderam grandes filmes que desde a década de 40 já começavam a traçar os primeiros passos em diferentes gêneros representando os jornalistas. Em 1940 temos a comédia romântica “Jejum do amor (His Girl Friday)” estrelado por Cary Grant e Rosalind Russell em que foi inspirada na peça “The Front Page”, onde mostra a guerra dos sexos de dois jornalistas adversários. No ano seguinte, somos consagrados com um dos melhores filmes do gênero, mostrando um lado mais obscuro da profissão. Em “Cidadão Kane”, é mostrado como o poder e o dinheiro pode mudar uma nação quando Charles Foster Kane inaugura a chamada “Imprensa marrom.” Trinta anos depois, é a vez de “Todos os Homens do Presidente” mudar a maneira de pensar dos leitores ao contar a história verídica dos jornalistas do Washington Post ,Bob Woodward e Carl Bernstein que com a ajuda de inúmeras fontes conseguiram depor o presidente Richard Nixon.

Outros filmes que poderiam ser citados além dos acima sem dúvida nenhuma seriam “O Jornal”, “Intimo & Pessoal”, “O Diabo Veste Prada”, “O Diário de Bridget Jones”, “Marley & Eu”, “Scoop – O Grande Furo”, “Boa Noite e Boa Sorte”, “Quase Famosos”, “Entrevista com Vampiro”, “Mera Coincidência”, “O Quarto Poder”, “Todo Poderoso” entre inúmeros outros só para citar alguns.

Os jornalistas vem ganhando bastante espaço desde a década de 40, sendo por criações originais ou por livros/quadrinhos adaptados para as telas do cinema e tevê. Entre uma lauda e outra, eles buscam a verdade e acabam se encontrando no meio das aventuras de suas coberturas jornalistas e entrevistas.

domingo, 3 de maio de 2009

O Pior Cachorro do Mundo agora em DVD ! (Resenha)



O Pior Cachorro do Mundo agora em DVD !

“Marley & Eu”, adaptação do livro homônimo de John Grogan e estrelado por Owen Wilson e Jennifer Anison como John e Jenny Grogan não é somente um filme que tem um cachorro como tema. É muito mais do que isso. É uma comédia familiar que nos ensina as coisas boas da vida, ensinado por um cachorro muito mais do que especial.

Claro que como toda adaptação que se preste, o filme pode ter pecado em mudado muitas coisas em relação ao livro original, ter deixado cenas que muitos fãs gostariam de ver (ainda não me conformo da cena do John e do Marley descendo de trenó na neve não foi incluída) além de outros detalhes, mas o livro está ali. A essência dele está presente no filme. E é isso o mais importante.

Mesmo porque, nenhum filme tem obrigação de ser 100% fiel a um livro quando ele compra os direitos de adaptação. O interesse é contar a estória da melhor maneira possível no tempo disponível.

Mas voltando ao filme, o filme é uma das melhores adaptações que eu já vi. Créditos para os roteiristas Scott Frank e Don Roos e para o diretor David Frankel além é claro da excelente escolha de Owen Wilson e Jennifer Aniston para os papéis dos protagonistas porque trabalhar com crianças e 22 cachorros diferentes que interpretaram o hiper ativo labrador, não deve ter sido fácil.



O filme conta a historia da família Grogan que após se casarem e se mudarem para a Miami, John (Owen Wilson) resolve dar um cachorrinho para Jenny (Jennifer Aniston) para que ela vá treinando já que eles têm vontade de ter um filho. Marley chega a vida deles deixando a vida deles de perna para o ar como um cachorro hiper ativo, alegre e bagunceiro que é. Tão bagunceiro que foi expulso da aula de adestramento e da praia de cachorros.

No decorrer das duas horas de filme, é mostrado o crescimento da família Grogan com o nascimento de três crianças: Patrick, Connor e Colleen enquanto Marley envelhece. Marley esteve nos momentos mais importantes da vida dessa família. Nos bons e maus. Mesmo quando não era desejado por estar sendo ele mesmo, ele não deixou de amar a família Grogan. E os apoiou em todos os sentidos, nas mudanças de residências, as brigas entre John e Jenny (algumas por causa dele) além de ajudar a criar as crianças. Marley sempre foi um amigo fiel e companheiro para todas as horas.

Um cachorro não precisa de um carro chique, casas grandes ou roupas da moda. Uma tigela de água já serve para ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, esperto ou idiota. Dê o seu coração que ele dará o dele. Quantas pessoas você pode dizer isso a respeito dela? Quantas pessoas podem fazê-la se sentir rara, pura e especial? Quantas pessoas podem lhe fazer se sentir extraordinária?

O filme foi lançado em DVD essa semana no Brasil e vem em dois formatos. No formato normal e no formato especial que vem em uma caixa metalizada trazendo um chaveiro em forma de osso como brinde especial. Mas essa são as únicas diferenças dos dois formatos já que os extras são os mesmos.

E por falar em extras. Não deixe de assisti-los. Além de ter cenas deletadas inéditas e hilárias que não vimos no filme, o DVD ainda conta com erros de gravação, bastidores e entrevistas com a equipe de produção. Um programa imperdível para toda a família.

sábado, 25 de abril de 2009

Atualização Rápida

Não, eu não abandonei o blog. É que estou meio enrolada na faculdade que ainda não pensei em nada novo para postar por aqui.

Bom, eu também fiz uma conta no twitter e estou viciada. Quem quiser me adicionar: http://twitter.com/louiselane

Também estou pensando se posto ou não fotos minhas aqui das minhas viagens, como faço no meu livejournal. É que eu queria que esse blog fosse tipicamente só para as minhas resenhas, por isso deixo para falar da minha vida pessoal no lj e no twitter.

Bom, pode ser que seja uma boa idéia eu abrir um blog só para comentar da minha vida pessoal então. O que acham?

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button (Resenha)



Uma Lição de Vida.

O Curioso Caso de Benjamin Button, filme baseado no conto homônimo de F. Scott Fitzgerald, estrelado por Brad Pitt e Cate Blanchett , dirigido por David Fincher e com roteiro escrito por Eric Roth and Robin Swicord.

O filme conta a excêntrica história de Benjamin Button, que nasceu peculariamente velho. Nos primeiros minutos de vida ele já tinha sintomas de doenças de um homem de oitenta anos perto do leito de morte em vez de um bebê recém nascido. Abandonado pelo pai ao se dar conta de que sua esposa morreu ao dar a luz ao estranho bebê, ele deixa na soleira de um asilo de velhos seu filho, achando que seria mais bem cuidado lá.

Queenie que trabalhava no asilo acaba adotando o bebê já que ela não podia ter filhos, e começa a cuidar dele como se fosse seu próprio filho.

Benjamim começa a crescer como se fosse um homem velho de oitenta anos, mas mentalmente uma criança. Brinca com carrinhos, tem uma mente curiosa e aprende rápido.

Aos sete anos (embora ele aparente ter pelo menos oitenta) ele conhece a jovem Daisy, uma menina simpática e alegre por quem logo Benjamin desenvolve uma amizade que dura sua vida toda. Nesse meio tempo ele também finalmente conhece seu pai biológico que explica o motivo de tê-lo abandonado e deixa sua fortuna para ele assim como a fábrica de botões dos Buttons.

Curiosamente enquanto todos em sua volta vão ficando velhos e morrendo, Benjamin começa a rejuvenescer, ficando mais forte, ganhando mais cabelo e ficando mais ativo também, o que faz com que ele tome a decisão de sair de casa aos dezessete anos ao acompanhar um capitão de um pequeno barco pesqueiro. Durante esse período ele troca cartões postais com Daisy pelos lugares que ele passou enquanto a menina já adolescente começa a se dedicar ao balé.

Anos se passam quando Benjamin e Daisy se cruzam várias vezes, mas nunca era o momento certo para eles ficarem juntos. Ou ele não estava confortável o bastante para ter um relacionamento romântico com ela ou ela não se sentia tão à vontade com ele para tentar novamente.

Foi após Daisy sofrer um acidente ao ser atropelada por um carro, impedindo-a de dançar novamente que os juntou novamente. Eles vão morar juntos quando estão na casa dos quarenta, mas com uma diferença de nove anos entre eles, embora começasse a parecer menos na medida em que Daisy ficava mais velha e Benjamin mais novo, o tempo começava a separá-los quando Daisy descobre estar grávida deixando Benjamin preocupado, porque pelo andar da carruagem Daisy teria que em breve tomar conta de duas crianças.

Decidido a fazer o que era certo pelo futuro de sua família, Benjamin decide deixar todas as suas economias para Daisy e sua filha, Caroline que já estava com dois anos. Ele explica para a esposa que não poderia suportar ver sua filha crescer sem poder ser um bom pai para ela já que segundo ele, ela precisava de um pai não de um colega de parquinho.

Anos mais tarde, ele volta para conhecer a filha, fazendo Daisy que já era uma senhora idosa ficar surpresa ao vê-lo, notando que ele conseguiu ficar ainda mais jovem. Ele aparentava ser um jovem de quinze anos. Ela o apresenta a sua filha e ao marido e depois concorda que a decisão que ele tomou foi a melhor possível já que ela não conseguiria cuidar de duas crianças ao mesmo tempo. Ela não era forte o bastante para isso.

Mais alguns anos se passam quando Daisy já devia ter um setenta anos e ela é informada por assistentes sociais que acharam Benjamin em um prédio abandonado,aparentando ter não menos que dez ou onze anos e parecendo bastante confuso, quase demente.

Daisy se muda para o asilo onde Benjamin foi criado e é testemunha de quanto ele vai rejuvenescendo enquanto esquece coisas, palavras e rostos até que ele volta a ser um bebê que olha atentamente para ela como se a reconhecesse antes de fechar os olhos e morrer.

Brad Pitt não poderia ter sido uma escolha mais perfeita para o papel de Benjamin. Especialmente porque o ator ainda é bastante jovem e não aparenta ter quarenta e cinco anos embora a maquiagem do filme usada para ele parecer ainda mais jovem tenha ajudado no processo de rejuvenescimento do personagem assim como ajudou no de envelhecimento no começo do filme. Brad Pitt mostra que amadureceu também como ator, mostrando um Benjamin inocente como também maduro no decorrer do filme.

Apesar de ter um roteiro bastante sólido e tocante, o filme peca por tentar explicar alguns dos fatos acontecidos. Como o relógio que anda para trás como se fosse um dos fatores do “relógio biológico” de Benjamin. Ou o Furacão Katrina quando Caroline lia o diário de Benjamin para Daisy em seu leito de morte. Afinal qual a função do furacão no filme?
O filme teve treze indicações ao Oscar incluindo melhor filme, ator para Brad Pitt, diretor, roteiro adaptado, maquiagem, edição, atriz coadjuvante, direção de arte, efeitos visuais entre outros.

Mas deixando alguns aspectos científicos de lado, o filme é como uma fábula trazida para os tempos modernos que nos lembra que cada momento é precioso e que devemos aproveitar cada segundo pois ele não irá durar para sempre como o próprio Benjamin atesta em uma das cenas do filme. O filme também mostra que a vida é definida por oportunidades até as que perdemos. Sempre podemos tirar algo proveitoso de algo vivido. Sempre há uma lição por trás de cada momento de nossa vida. Também nos mostra que nunca é tarde demais para fazer o que queremos. Nunca é tarde demais para ser a pessoa que queremos ser e nunca é tarde demais para viver.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna 's Sticky and Sweet World Tour (Resenha)




Nem Chuva Atrapalha Show de Madonna no Maracanã

Ansiosa em presenciar um show da cantora pop Madonna desde que me conheço por gente, eu mal consegui dormir na noite anterior, levantando diversas vezes durante a noite para ver se já era hora de acordar para me aprontar e encontrar minha amiga Lucy para irmos para a fila.

Quando finalmente sai de casa e encontrei minha amiga, já fui com o ipod carregado com as músicas da diva incluindo os álbuns “Hard Candy” (que é o álbum que puxa a nova turnê) e “Best of Madonna” que contém os grandes sucessos da cantora.

Chegamos por volta das 14 horas no Maracanã que já tinha uma fila imensa para cada portão do estádio. Depois de ficamos rodeando o local onde já haviam vários cambistas e vendedores ambulantes (o que me deu a oportunidade de comprar a camisa do tour com o “Eu fui” atrás além de outra camisa com fotos da Madonna estampadas) e esconder a minha câmera digital com medo de me barrarem na entrada, finalmente entramos na fila do nosso setor onde ficamos até mais ou menos umas cinco e pouco quando finalmente os portões foram abertos.

A chuva insistia em cair o que fez a festa dos ambulantes de plantão que vendiam capas de chuva a cinco e dez reais. A chuva ficou indo e vindo atrapalhando um pouco a magia da expectativa.

Por volta de 18:30 o DJ favorito de Madonna, Paul Oakenfold entrou no palco para abrir o show para a cantora. Entre alguns sucessos ele tocou “Open Your Eyes” de Snow Patrol, “Sexy Back” de Justin Timberlake entre outros sucessos de bandas famosas.


Depois de tirar algumas fotos com as minhas amigas e ficarmos rodeando o local procurando por um lugar legal onde pudéssemos ver o show e ainda assim dançar com bastante espaço, fizemos um lanche com os biscoitos que eu trouxe na bolsa enquanto o show não começava.

Debaixo de chuva forte, Madonna entrou no palco meia hora atrasada cantando “Candy Shop” a música de abertura do show. Trajando uma malha preta e uma cartola prateada, sentada em um trono e segurando um cetro com os cabelos compridos soltos em um estilo “Rainha do Rock”.

Ela canta em seguida “Beat Goes On” dançando, pulando e mostrando muita disposição para quem acabou de completar 50 anos em Agosto. 70 mil pessoas assistiam ao show do ano mesmo com a chuva torrencial, que insistia em cair durante o evento, mas que mesmo assim não conseguiu estragar a apresentação. Madonna também reclamou da chuva se desculpando com os fãs por estar chovendo e perguntando se eles queriam que ela continuasse, o que foi prontamente ovacionada pedindo para ela continuar o show.


Em seguida, ela canta “Human Nature” onde são mostradas no telão cenas de um clip gravado por Britney Spears dentro de um elevador, gravado especialmente para o show de Madonna.

Madonna continua cantando seus maiores sucessos como “Vogue”, “Die Another Day”, “Into the Groove” (onde ela apareceu pulando corda), “Heartbeat”, “Bordeline”, “She’s not Me” onde cada uma das dançarinas se vestiu como algumas das fases de Madonna em clipes anteriores. Madonna tropeçou por causa da chuva durante essa mesma canção.

Depois de mais algumas músicas como “Music”, “Rain”, “Devil Wouldn’t Recognize You”, “Spanish Lesson”, “Miles Away”, “La Isla Bonita”, “You Must Love Me (do filme Evita)” e “Get Stupid”, finalmente chegou a vez de Justin Timberlake aparecer nos telões para Madonna cantar a música “4 minutes” que ela gravou com o cantor.

A diva levou o público do Maracanã ao delírio quando começou a cantar os primeiros acordes de “Like a Prayer”, o melhor momento do show de domingo. O público dançou, pulou, vibrou, gritou enquanto Madonna cantava um dos seus maiores sucessos da década de 90.

“Ray of Light” veio em seguida para logo após Madonna pedir que o público escolhesse um de seus velhos sucessos para ela cantar, mas que ela só cantaria se gostasse da música. A canção escolhida foi “Express Yourself” que fez o público delirar mesmo debaixo da chuva torrencial.

Madonna terminou a apresentação do primeiro dia de show no Rio de Janeiro com “Hung Up” e “Give it 2 me” onde ela se despediu dos cariocas agradecendo e desaparecendo em seguida, embora os milhares de fãs ainda esperavam pela volta de Madonna quando “Holiday” começou a tocar, mas infelizmente a cantora já tinha ido mesmo embora quando apareceu o texto “Game Over” nos telões do estádio da capital fluminense.



Assistir a um show da Madonna é uma experiência única e eu ainda estou sem acreditar que eu realmente fui. Apesar de ter ficado longe do palco, da chuva, e das fortes dores nos pés por ter ficado muito tempo em pé por causa da fila e da espera longa, valeu muito a pena. Eu já vi outros shows da Madonna em DVD e posso dizer que esse é com certeza o meu favorito. Assistir Madonna ao vivo é uma coisa que não tem como descrever. Foi um momento inesquecível e valeu cada centavo que eu gastei.

Aproveitando para postar algumas fotos que eu tirei com as minhas amigas no evento. :)